domingo, setembro 30, 2007

Novo Campeão


Vishy Anand é o novo campeão mundial de xadrez, batendo os seus sete adversários numa dulpa ronda (14 jogos), e com 9 pontos no México. Finalmente, desde a divisão forçada por Kasparov, a reunificação do título mundial com um digno vencedor, que é, após a saída do mestre, definitivamente o melhor.

O mundial ficou marcado pela presença do campeão mundial clássico (Kramnik) e a ausência (assim ficou acordado) do anterior campeão mundial FIDE (Topalov), derrotado o ano passado pelo primeiro. À excepção da ausência do búlgaro, o torneio foi fortíssimo, com os maiores jogadores mundiais presentes após uma fase de eliminatórias.

Para o ano há uma desforra entre Anand e Kramnik, na qual Anand vai defender o título perante o anterior campeão mundial.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Como destruir sonhos

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net
e com esta me fico...

agora reparo, ultimamente todas as minhas postas são citações, breves alusões as palavras de outrem q melhor relatam o dia a dia quotidiano de uma vida fugaz e com pouco interesse alheio.... é tão mais facil não ter q sofrer as dores do parto das frases, refugiarmo-nos em pedaços de historia alheia e apropriarmo-nos da sua sinceridade, roubando-as para as nossas proprias vivencias mesquinhas, mas tão cheias de sentido... gostava de poder exprimir por palavras aquilo q me atravessa a rotina, e me faz avançar... mas certas imagens não têm descrição, e certas decisões também não, tudo isto é um emaranhado de definições e teias que se enrrolam umas nas outras... em busca da suprema inspiração prossigo... plagiando um pouco de tudo aquilo que me apraz como belo e sublime...
"Me consideram um idiota? Entro em algum lugar e penso: "Pois bem, me consideram um idiota, mas apesar de tudo eu sou inteligente e eles nem adivinham." "

O Idiota - Fiódor Dostoiévski
"Chigalióv é um homem genial! Sabe, é um gênio como Fourier; Porém mais ousado que Fourier, mais forte que Fourier; vou cuidar dele. Ele inventou a "igualdade"! No esquema dele cada membro da sociedade vigia o outro e é obrigado a delatar. Cada um pertence a todos, e todos a cada um. Todos são escravos e iguais na escravidão. Nos casos extremos recorre-se a calúnia e ao assassinato, mas o principal é a igualdade. A primeira coisa que fazem é rebaixar o nível da educação, das ciências e dos talentos. O nível elevado das ciências e aptidões só é acessível aos talentos superiores, e os talentos superiores são dispensáveis! Os talentos superiores sempre tomaram o poder e foram déspotas, sempre trouxeram mais depravação do que utilidade; eles serão expulsos ou executados. A um Cícero corta-se a língua, a um Copérnico furam-se os olhos, um Shakespeare mata-se a pedradas - eis o chagaliovismo. Ah, ah, ah, está achando estranho? Sou a favor do chigaliovismo!"



Os Possessos - Fiódor Dostoiévski

Proverbio Arabe

اتق الأحمق أن تصحبه إنما الأحمق كالثوب الخلق كلما رقعت منه جانبا صفقته الريح وهنا فانخرق

"Esteja atento ao idiota, pois ele é como um velho vestido. Sempre que remendares, o vento voltará a rasgar."

quinta-feira, setembro 27, 2007

Chavez vs RCTV: sinais de totalitarismo ou de independência?

"However, let me say that I agree with the western criticism in one crucial respect. When they say nothing like that could ever happen here, that's correct. But the reason, which is not stated, is that if there had been anything like RCTV in the United States or England or Western Europe the owners and the managers would have been brought to trial and executed – In the United States executed, in Europe sent to prison permanently, right away, in 2002. You can't imagine the New York Times or CBS News supporting a military coup that overthrew the government even for a day. The reaction would be "send them to a firing squad" . So yeah, it wouldn't have happened in the west because it would never have gotten this far. It seems to me that there should be more focus on that."
CHOMSKY, Noam; in venezuelan analysis

quarta-feira, setembro 26, 2007

What can possibly go wrong?


When you add it all up, according to Das' research, a single dollar of "real" capital supports $20 to $30 of loans. This spiral of borrowing on an increasingly thin base of real assets, writ large and in nearly infinite variety, ultimately created a world in which derivatives outstanding earlier this year stood at $485 trillion -- or eight times total global gross domestic product of $60 trillion.
in MSN Money Central, negrito meu.

Efemeridades inesquecíveis

Há um ano atrás, uma pequena conversa.

Correu assim:

    - Leste o Código da Vince, não leste?
    - Sim...
    - Então sabes que o Natal, antes de ser Natal era um ritual pagão do solstício de inverno?

Não consegui conter a gargalhada. É que a pessoa que me disse isto não era um vendedor de jornais do quiosque. Não. Esta era uma pessoa que teve uma excelente nota no trabalho final de um curso difícil, Arquitectura.

Nunca me esqueci.

terça-feira, setembro 25, 2007

Just leaked


Trabalho ultra-secreto e tal.

Concursos, sabem como é?

(não... sobre o que é?)

Não posso dizer.

Nem posso mostrar.

Por isso, pequeno filtro aplicado.

Mas, àparte disso, tá fixe, n tá?

Q acham?

segunda-feira, setembro 24, 2007

One of those days...

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net

Concurso

O tempo é pouco. O paisagista só faz merda porcaria. Os gémeos do patrão decidiram romper as águas às 24 semanas, o avô de um colaborador está doente e só o tem a ele para recorrer, dois outros colaboradores pifaram-se, os engenheiros estão-se a cagar.

À parte de tudo isto, não poderia estar tudo a correr melhor!!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Neo-Colonialismo

Aludi num pequeno texto em baixo como o ártico poderia ser o futuro mediterrâneo, o centro económico do século XXI e diante. Não tenhamos dúvidas, isto está a acontecer. O último reduto de campos petrolíferos e de gás natural encontra-se nos pólos. A antárctida ainda é demasiado gelada, mas graças ao aquecimento global, encontramos no ártico um território crescentemente apetecível pela indústria energética. A Rússia já deu o toque de partida, ao colocar simbolicamente uma bandeira no fundo do pólo norte, autêntica proeza da engenharia, com a crítica óbvia de todas as nações concorrentes.


O porto na imagem encontra-se no mar de Barents, e é uma ilha norueguesa e é a primeira indústria de gás no ártico fora do Alaska. Esteticamente, fascinante. E pensar nas condições extremas em que o homem já se encontra a extrair energia, incrível. Inaugurou-se neste Agosto.

Meus senhores, é apenas a primeira de muitas.

efemeridades

O preço do petróleo chega aos 82 $ (dólares), mas ao mesmo tempo o dólar chega a mínimos recordes: cada euro compra 1,40 $. Por isto, vou passar a acompanhar o preço do crude em euros. Neste momento, vai em 58.6 .

Aposto que ainda chega aos 60 / 65 este mês. Se o inverno for quente, como no ano passado, veremos uma nova diminuição do preço. O que quer dizer que, se não houver guerras (Irão), novos aumentos agora só para o ano.

Nano step for mankind, huge gigantic leap for cookies' monster

Decisão difícil. Resisti até hoje à tentação de colocar ao lado uma barrinha com os links dos blogs que aconselhamos, não sei se por teimosia se por genuina resistência estilística. Vou preferir pensar a primeira, e estampar aqui então a barrinha de links.

Bem, tomada esta decisão, segue-se outra. Quais e quantos links? Aviso desde já um minimalismo a conter. Não quero listas telefónicas. Quero uma lista ultra-intimista onde só entram as páginas que realmente navegamos (logo o Abrupto fica de fora, aviso já). Por outro lado, alguma liberdade experimentalista é permitida. Uma regra ocorre-me, a divisão entre nacionais e internacionais. Segue-se a lista dos primeiros priviligeados de figurarem na melhor lista do mundo.

Ligações Externas:
  • The Best Page In The Universe - o título diz tudo. As opiniões (maradas) de um pirata. Não é (bem) um blog, mas quase. Leitura prolongada aconselha-se.
  • The Oil Drum - já vos disse que sou um obcecado pela crise energética? Hei de desenvolver mais o assunto. Este é o melhor blog sobre o tema, com centenas de comentários por cada post, sempre muito bem desenvolvidos.
Ligações Internas:
  • Curva Descendente - O Tolstoi Trotsky ressuscitado é mais directo, sucinto e egnimático. E mais dado à iustitiæ.
  • Escrever é Rasgar(mo-nos) - a melancolia tornada escrita de um recém-médico e portista ferrenho. Não é bom, não é excelente. Não tenho adjectivos.
Por agora não me ocorrem mais. Até o título das listas é idiota. Sugestões aceitam-se.

Vendedor de telemóveis canta ópera

Fraquinho....

quarta-feira, setembro 19, 2007

Arrivederci, amore mio!


Rui Costa não é um jogador de futebol. Ele é uma novela inteira. Pouco importa se, com ilustres excepções, o homem anda quase sempre lesionado, cansado, ou mesmo relegado para o banco. Essas são coisas secundárias. Porque não é por acaso que o futebol é a contraparte masculina da telenovela. As emoções são, sempre, parte fundamental de qualquer narrativa pelada. E este homem é exemplo apolíneo. Quem, pergunto, consegue resistir ao turbilhão de emoções que este personagem difunde pelo campo e fora dele, como que envolto num campo de forças comparável ao Axe effect, quem realmente acredita que consegue sofrer ou alegrar-se mais com o futebol do que este homem, que vive o futebol como se vivesse num livro de Dostoievsky? Quem não consegue realmente acreditar que o dia em que marcou contra o Benfica foi o pior dia da sua vida? Quem não consegue ver a aura insurdecedora de romantismo pedante e platónico estampado nos seus olhos lacrimosos, na sua despedida perante milhares de adeptos milaneses?

E dizem-me que o futebol não é uma novela?

É óbvio que, ao pé disto, a história de duas equipas que se digladiam até ao resultado tão previsível não interessa para nada.

terça-feira, setembro 18, 2007

Como fazer pouco do Archie Bunker

2006. Jantar de jornalistas na Casa Branca. Stephen Colbert, do Colbert Report - programa que segue de perto o brilhante Daily Show - faz um discurso cómico sobre Bush. O resultado é já tido como clássico. Reparem na multidão, nas caras espantadas, ele disse mesmo aquilo? Reparem também na escassez de risadas. E reparem como ela contrasta com a qualidade do stand up. Jon Stewart classifica o acontecimento como "balliscious!" e não é para menos.

O texto é hilariante:

    We're not so different, he and I. We get it. We're not brainiacs on the nerd patrol. We're not members of the factinista. We go straight from the gut, right sir? That's where the truth lies, right down here in the gut. Do you know you have more nerve endings in your gut than you have in your head? You can look it up. I know some of you are going to say "I did look it up, and that's not true." That's 'cause you looked it up in a book.

    Next time, look it up in your gut. I did. My gut tells me that's how our nervous system works. Every night on my show, the Colbert Report, I speak straight from the gut, OK? I give people the truth, unfiltered by rational argument. I call it the "No Fact Zone." Fox News, I hold a copyright on that term.



Ou nesta parte, admoestando os jornalistas:

    But, listen, let's review the rules. Here's how it works: the president makes decisions. He's the Decider. The press secretary announces those decisions, and you people of the press type those decisions down. Make, announce, type. Just put 'em through a spell check and go home. Get to know your family again. Make love to your wife. Write that novel you got kicking around in your head. You know, the one about the intrepid Washington reporter with the courage to stand up to the administration. You know - fiction!



E continua, sempre neste tom. É oficial: ainda há homens com corajem.

Procurem a continuação (p2 e p3) no "menu" do vídeo. Estão lá.
Neste link também podem ver no Google Video.
Neste link podem ver a transcrição do monólogo.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Grey Storm

Espaço cinza de vários tons. Preto, mate, meio verde, áqua, azulado, brilhante, opaco. A minha mesa, o keyboard, carteira, telemóvel, pen, papéis, canetas. O meu carro é cinza lightning. Sinto-me dentro de um filme de ficção científica distópica. Este foi o futuro que nós imaginámos no passado. A cor, textura e variação cromática de uma nuvem generalista. Silenciosa. Distante.

Faz todo o sentido.

Não há, nunca houve tempestade que se anunciasse às cores, aos gritos e aos abraços.

domingo, setembro 16, 2007

Uma verdade inconveniente

"I am saddened that it is politically inconvenient to acknowledge what everyone knows: the Iraq war is largely about oil."

in "The Age of Turbulence"; GREENSPAN, Alan; 17 Semptember 2007

sexta-feira, setembro 14, 2007

Vintage Pollack


Sempre fui um fã de Star Trek. William Shatner (capitão kirk) foi um actor genial na série, sempre a exagerar a actuação sem razão aparente. Foi por isso, alvo de algumas impressions. Esta já tem vinte anos, altura em que a tripulação da nave espacial embarcava num novo filme (ST 5), e uma nova série com novos actores entrava na televisão (TNG - The Next Generation). Pollack pega em Kirk e em vários actores famosos da época e coloca-os como fazendo parte da sua tripulação. Hilariante!!

Quem me consegue dizer o nome de todos os actores representados?

Déja Vu

Engraçado.

Sempre que vejo o senhor Bush na televisão tenho uma sensação que já vi aquele personagem algures.

Até que me veio à mente.

Bush é Archie Bunker reincarnado.

quinta-feira, setembro 13, 2007

A gota d'água


Um treinador não é só um professor e estratega, mas sobretudo um líder, sempre pronto a dar o exemplo. Contrariando mal-dizeres de que o sr. Scolari já não deverá ter mão na equipa, rumor de mau gosto que não tenho prazer algum em divulgar, nada melhor do que o episódio decorrido para o desmentir. Em verdade, a sintonia entre o seleccionador e a selecção foi notória, simbiose perfeita, desde a elevada agressividade com que Scolari enfrenta o adversário, energia e vigor, até que num autêntico "toca-e-foge" ao sérvio, consegue o golo e imediatamente se refugia na defesa, simulando a cobardia, ignorando assobios e reacções alheias. Mais uma vez, a Sérvia marca através da sua estratégia: esperar pelo erro do adversário. O golo já se pressente: uma suspensão alongada ou mesmo a demissão podem eliminar de vez Scolari.

No entanto, o mais provável é uma lavagem cerebral e ficar tudo bem. Assim o espero. Afinal, quem ainda se lembra de Zidane?

quarta-feira, setembro 12, 2007

Verdade ou areia para os olhos?


Bomba Ecológica!

Depois de a America ter anunciado "a mãe de todas as bombas" a russia decide contra atacar e criar o "pai de todas as bombas", 20 vezes mais destrutiva... curioso.. não vi o destaque devido nas noticias... Guerra Fria 2.0 (?)

Sci-Fi Quickies VI

Dear Emma.

How are you my love? And how has Stuart faced his first day of school?

Well, for me it's been five days now and I'm very excited. The people around trust me, and I've been assigned to this enormous task: I'm with this team which is mapping the uncharted waters and recifes, to draw the coastline of the entire inner sea! Yes, it's that good. Imagine now, I'll be granted the pleasure to study all the riches of this environment, so wealthy of different cultures, so full of commerce and resources. I couldn't ask for more, this is what every geographer dreams to do. I'll travel by boat and record every mountain, island, river, city, town, village, forest, desert, every landscape.

So many myths envolve this sea, dear, so many legendary heroes, semi-gods and even gods themselves. And it feels that way too. Here the weather is calm, the climate perfect for agriculture. The temperature right for human settlement. No wonder all the great cities of this world evolve around this sea. No wonder they call it the core of civilization. No wonder our great Empire is trying to encircle all the coastline of this sea, for it surely is the key to this world.

The only concern I have is this eternal daylight, which is already derailing my methabolyc system. Well, I'l have to do with it. I'm going to start in the Barents, where many changes are still uncharted, tomorrow. I'll update you about my adventures and discoveries, for I know you are full of curiosity as well. I promise to be your eyes and senses in my next letter.

Give a big big hug to Stuart.
With love,
Lewis.

in letter 4335, found in the shipwreck of GSS Beavis Hunter, Arctic Sea, 2244 A.D.

terça-feira, setembro 11, 2007

Dois minutos de ódio



Mais um instante, e um guincho horrendo, áspero, como de uma máquina monstruosa funcionando sem óleo, saiu do grande televisor. Era um barulho de ranger os dentes e arrepiar os cabelos da nuca. O ódio começara.


Como de hábito, a face de Emmanuel Goldstein, o Inimigo do Povo, surgira na tela. Aqui e ali houve assobios entre o público. A rapariga loira emitiu um uivo misto de medo e repugnância. Goldstein era o renegado e traidor que um dia, muitos anos atrás (exatamente quantos ninguém se lembrava) fora uma das figuras de proa do Partido, quase no mesmo plano que o próprio Grande Irmão, tendo depois se dedicado a actividades contrarrevolucionárias, sendo por isso condenado à morte, da qual escapara, desaparecendo misteriosamente. O programa dos Dois Minutos de ódio variava de dia a dia, sem que porém Goldstein deixasse de ser o personagem central quotidiano. Era o traidor original, o primeiro a conspurcar a pureza do Partido. Todos os subsequentes crimes contra o Partido, todas as traições, actos de sabotagem, heresias, desvios, provinham directamente dos seus ensinamentos. Nalguma parte do mundo ele continuava vivo e planeando as suas conspirações: talvez no além-mar, sob proteção dos seus patrões estrangeiros; talvez até mesmo - de vez em quando corria o boato - nalgum esconderijo na própria Oceania.

(...)


No mesmo momento, porém, arrancando um fundo suspiro de alívio de todos, a figura hostil fundiu-se na fisionomia do Grande Irmão, de cabelos e bigodes negros, cheio de força e de misteriosa calma, e tão vasta que tomava quase toda a tela. Ninguém ouviu o que o Grande Irmão disse. Eram apenas palavras de incitamento, o tipo de palavras que se pronunciam no calor do combate, palavras que não se distinguem individualmente mas que restauram a confiança pelo facto de serem ditas. Então o rosto do Grande Irmão desapareceu de novo e no seu lugar apareceram as três divisas do Partido, em maiúsculas, em negrito: GUERRA É PAZ; LIBERDADE É ESCRAVIDÃO; IGNORÂNCIA É FORÇA


in 1984, George Orwell

segunda-feira, setembro 10, 2007

Game. Set.


Para mim o personagem da década. Imagino o vosso pensamento algo curioso e jucoso perante tal afirmação, pelo que passo a explicar-me. Não vejo, nesta década, outro personagem global tão misterioso, tão poderoso, tão temido, pois desconhecido, tão desrespeitado, incompreendido, tão alvo de crítica e definições pouco generosas, porém tão pouco ouvido de facto, tão invisível por detrás da retórica ocidental, tão pouco debatido, tão tido como facto perene, do tipo lá está outro Czar. Qualquer discussão sobre o homem não se baseia nos critérios aos quais subjugamos todos os outros, colocamos sempre um filtro místico de desumanidade sobre a sua face, proporcional à frieza aparente da sua personalidade.

E no entanto, a leste de todos estas indiferenças e ignorâncias, é o personagem mais interessante de toda esta geração de políticos.

É um líder de derrotados. Não nos podemos esquecer disto. Putin pega num país agastado, humilhado, roubado, violado, estripado e sem esperança, onde o consumo de vodka era superior ao da gasolina. Putin pega num país tresmalhado pela máfia, controladora dos recursos energéticos e de toda a economia de mais valor russa. Putin pega num país com um exército pobre e um arsenal imenso. Putin encabeça um país que acaba de ir ao chão. Porém estamos a falar de um cinturão negro de judo treinado no KGB. Autêntico desporto de quedas, aprende-se sobretudo a ignorar as lesões. A reerguer-se. A reconfrontar. A ganhar.
A desinformação é, no entanto, fulgurante.

Em oito anos, levanta um país. Olham-no de soslaio;


Estripa-o da máfia. Chamam-no de déspota e desumano;

Força a compra dos recursos energéticos pelo seu preço justo, mais de dez vezes aquilo que os abutres tinham pago à mãe rússia. Chamam-no de comunista;

Faz um teste com um submarino que é (acidentalmente) afundado por americanos, abafa o assunto, dá a cara, responsabiliza-se e em troca consegue o perdão da dívida americana. Chamam-no de incompetente;

Copia a Inglaterra e a Espanha e estabiliza o estado com a supressão da rebeldia tchetchénia, e chamam-no de tirano;

Exige de países contíguos que paguem o devido valor pela energia que todos os restantes pagam, e acusam-no de imperialista;

Critica a invasão ao Iraque e apelidam-no de anti-americano, arrogante;

Colocam-lhe mísseis à porta, reconstitui os voos estratégicos que os americanos e ingleses nunca abandonaram. Chamam-lhe agressivo;

Criticam a sua democracia, e por ironia é nos encontros G8 no meio da "civilização democrática" que a polícia se revela mais brutal que em qualquer outro ponto.

Entretanto, a sua dignidade é inabalável a todos os "escândalos". A sua certeza é a de alguém que já viu o futuro. A de alguém que já viu o desenrolar das peças no xadrez mundial. O seu olhar o de alguém que vê a rede a apertar-se cada vez mais à sua volta, o de um lutador que observa os rivais a aproximarem-se. O de um Rei que vê várias raínhas a ameaçarem mate, e ao invés de temer por si, teme por quem com tanta confiança a si avança. Um olhar de quem já quase perdeu o gosto pelo jogo, e no entanto, mais concentrado que nunca. A sua postura, no fundo, a de quem apenas teme a loucura dos outros. Aquele que apenas teme que esses se apercebam do óbvio e enlouqueçam, pressem demasiados gatilhos no desespero e partam o tabuleiro antes do fim do jogo.

Medo dos que não aceitem que o jogo já acabou e que a Rússia já o ganhou.

Game. Set. Match.

sábado, setembro 08, 2007

Tão concreta e definida

Acordamos com esta música na cabeça, cantamo-la pelo dia inteiro.


A nossa banda sonora do dia 8 de setembro.

terça-feira, setembro 04, 2007

O demónio de Morton

Começam por ser educados.
Chamam-te à terra.
Anunciam a subjetividade da filosofia.
Desdenham os teus dados.
Pervertem os teus argumentos.
Chamam-te radical.
Dizem que é tudo demasiado difícil de compreender, quanto mais.
Chamam-te de pessimista.
Oferecem o santo graal.
Nada de factos, imensas promessas.
O futuro é brilhante,
o céu nos espera.
Finalmente, elogiam o quão interessante e inteligente foi a discussão.
O quanto teremos de repeti-la.
Estão a chamar-te de burro.
Acabam educados.
Dão as boas tardes.
Piram-se.

Lasciate ogni speranza, voi ch'intrate.

"Por mim se vai à cidade dolorosa; por mim se vai às penas eternas; por mim se vai junto da gente perdida. A justiça moveu o meu supremo autor fizeram-me a divina potestade, a suma sapiência e o amor primeiro (o pai, o filho e o espirito santo). Antes de mim coisa nenhuma foi criada. A não ser o eterno, e eternamente existirei: vós que entrais, abandonai toda a esperança."

Estas palavras sombrias vi escritas sobre uma porta e disse "meu mestre, não apreendo o seu significado" E ele, como homem clarividente, assim me respondeu "deve aqui deixar-se todo o receio; aqui deve morrer toda a baixeza. Chegámos ao lugar onde te disse q verias a gente condenada que o bem do espírito perdeu." E depois de sobre a minha pôr a sua mão, com o rosto alegre, que me reconfortou, introduziu-me nas coisas secretas."

In :
A divina comédia, O inferno, inicio do canto III, Dante Alighieri

A Obsessão

estava para aqui a pensar com os meus piolhos... nunca postamos nada do Grande livro...


"E quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e desde aquela hora, ficou o menino curado" - (Mateus, cap. 17 - 14 a 18).

adivinha quem voltou

Sinto-me preso de mais para voltar a postar nesta tribuna privilegiada. Não persigo tamanha honra… espio o inimigo, sou a derrota, a rotina da mudança, sou a luta constante pela mecanização, um aspirante a walt whitman pouco metodologico, um albert camus espatriado, uma centelha de um fogo avassalor preso sobre uma barcaça decrepita abandonada á sua sorte no meio de um pego imundo e pouco profundo. Estou deprimido pelo simples facto de ser rodiado de seres deprimentes. Sou uma ameba em plena fagocitose de novos desafios e escolhas. Sou um pêlo e como tal sem coluna vertebral e como tal sem direito a opinião.

segunda-feira, setembro 03, 2007

o meu próximo pc irá ser um mac


Irritei-me de vez. A minha mãe comprou um computador novo, windows vista. Cores lindas, screensavers geniais. Tentou ligar a impressora e viu que o cabo já era obsoleto. Não há problema, arranjou uma peça convertora. Tentou ligar o scanner e foi o diabo. Não há drivers disponíveis. Não há drivers disponíveis? Porquê? O scanner tem quatro anos, que diabo. Fui ao site da hp e cliquei no respectivo link do driver. Apareceu a brilhante mensagem:
    We are sorry to inform you that there will be no Windows Vista support available for your HP product. Therefore your product will not work with Windows Vista.
    The majority of HP products not supported in Windows Vista are beyond seven years old.
    If you are using the Windows Vista operating system on your computer, please consider upgrading to a newer HP product that is supported on Windows Vista. HP has numerous products on the market that support Windows Vista.
    For more information on the different options, click the How to Buy link at the top of the page.

Tradução:
    Fuck you, bitch! You're PWNED! LOL!

Indeed...
Depois reparei num pormenor. Reparem na lista:



Sim, é verdade. Nem sequer é o produto com mais versões do driver de vários Windows.
Então reparei que o Mac só tinha um link.
Genial.

um dia como os outros

Navego pela blogosfera, esse mar sem fim de nulidades e tentativas de confissões falhadas do quotidiano, mesclado com um sem fim de aforismos intelectuais, românticos ou atávicos e maravilho-me pela descrição perfeita que me reconstrói a imagem de portugal, virtual. Um portugal instantâneo, com acesso directo ao Pacheco Pereira ou a barrigas de arquitectos, blasfémias ou indiferentes, óbvios e descarados, tímidos, circunspectos. Uma distância de nada recria um espaço público há muito vendido na feira da ladra aos centros comerciais privados. Lindo, e no entanto, vazio.

Não mais o contacto da carne. Poderia contar pelos meus dedos da mão o número de palavras que ouço durante um dia inteiro fechado num atelier, onde o fervor do teclado ultrapassa o som da rádio. Coisas inesquecíveis acontecem. Na semana passada, o meu colega do lado informou-nos a todos que se fosse necessário, podíamos telefonar-lhe ou mandar-lhe um e-mail a pedir ajuda durante as suas férias. Seria a coisa mais normal do mundo, não tivesse sido a mensagem mandada por e-mail! (Quando lhe agradeci em voz bem alta e colocada, o riso foi geral)

Não mais o apego à realidade. No virtual, tudo é possível, não existem limites físicos que se impõem, o próprio tempo aparenta desaparecer com a sua homogeneização. O sonho de Platão. Cubos, cubículos. Rectas. A perfeição do relógio, da máquina. O nosso pesadelo.

E é neste pesadelo que a blogosfera tenta emendar o espírito humano, dar-lhe côr, expressão. Promete-lhe a publicação de todos os medos e fobias, a expulsão dos fantasmas pessoais, uma espécie de mescla entre um copioso divã psicológico, onde gritamos, e uma democratização do serviço público da informação / opinião. O mais interessante é que não há fronteira entre os dois. Misturam-se e a informação deixa de o ser, passa a ser texto contexto. Passa a ser ficção. Com uma barra de confiança em cada um, escolhemos quem bem quisermos, e mergulhamos na história virtual mais excitante.

Não passam de escapismos. Todos os estilismos não passam disso mesmo. A beleza da forma é apenas uma musa que não serve de nada sem conteúdo real. Nesses momentos, assombra-me a penumbra do poço profundo que se abre, mostrando-me o seu vazio. Quando olho demasiado para o vazio, ele olha-me de volta. E arrepio. Desligo tudo à minha volta e tomo outro café. Afinal de contas, melhor ser um terramoto humano que uma lapa.

Pouso a chávena de café na mão, olho à minha volta e penso. Acabaram-se as férias, e o olhar das pessoas retorna à penumbra, acabando os sonhos construídos de anúncios colgate e óculos Ray Ban.

Logo sinto a cafeína a subir, e penso, o que vale é que a Champions está de volta.

Falávamos de quê?

mil macacos não escrevem shakespeare

Evitando uma boa gargalhada
Nem consigo uma rima desemparelhada
não sei rimar
para quê continuar.

gostaria tanto
de o vocabulário saber
para sem o maior espanto
dizer o que me apetecer

dos meus pares aprecio imenso
o seu tão eloquente discurso
mas quando por aí incurso
tudo me sai demasiado tenso

sente-se na escrita
sente-se na oralidade
na falta de ingenuidade
sobra-me a mentira proscrita

porquê a falta de talento?
porquê o nítido tormento?
para apenas umas linhas pintar
e assim a minha memória gravar

para num pedaço branco
tornar o meu coração franco
e, suspeito, declarar
o meu pecado de amar

(ai que nojento
este gosto pela pieguice
confesso-me desse mal isento
é pura patetice)

Nada de novo no céu, azul
ponto cardeal, sul
norte este oeste
excepto, imagine-se! que a nordeste

desbota uma musa, onde
da ciência da palavra disponde
e até ensina a escrever poemas
a quem só sabe resolver problemas

assim, um analfabeto sem gosto
uma rima escreveu
mas apesar de transposto
ele nada enterneceu.

resta-me a lágrima
por ainda não estar pronto
para chegar a uma obra-prima
espera-me um confronto

com ambiguidade e infortúnio
desbotando interpretações erradas
espero até ao plenilúnio
para redigir palavras amadas

oh sim oh mais,
que tudo é demais
o infindável cansaço aos dois chegamos
chega-te a mim, que nos aconchegamos

um longo porvir nos espera
uma longa caminhada nos tempera
o juízo, que sempre na bamba
corre perigo da descamba

para onde vamos?
por onde iremos?
o que aprenderemos?
que nos amamos?

continua...

sexta-feira, agosto 31, 2007

sempre em evolução

Como já se devem ter apercebido, este é um blog com problemas de identidade. Por isso não se deve o leitor mais imprudente assustar-se se estiver à espera de uma determinada cor ou layout e se deparar com algo inusitado e inesperado, não, este é o mesmo blog de sempre. Sem visitas, ignorado por todos, cheio de conteúdo inútil e uma geral falta de sentido. Nem direcção. Um lugar de desvarios, o caixote do lixo da mente encerrada no quotidiano do café matinal, das 11, do pós almoço e fim-de-tarde, mais conhecida por sempre-em-pé, ou terramoto humano. Neste sentido, não esperem mais do que uma indústria de parvoíces. Contradições. Estupidez. Cromice. Vaidosismo inusitado. Paternalismo. Modernismo. Pós-modernismo. Desconstrutivismo. Nihilismo. Dadaísmo. Panteísmo. ou Pentaísmo. Ou Bananaísmo. Bacanaísmo. (já chega, já se percebeu)

No fundo, é infelizmente, igual. Mas com uma corzinha diferente, um sabor diferente. Uma textura diferente.

(sound on, bass voice on)
Este é um blog diferente.
Sempre em movimento
Sempre em alterações.

Diferentes, por si.

(Sound off, bass voice off)

Voltando à parvalheira geral...

quinta-feira, agosto 30, 2007

transmutação dos seres

ema.
ema.
ema.
em. a.
em. a.
e. ma.
em.
a. e.
e!
A. e. ma.
A e. ma.
A!
A!
e. E.
ma. em.
ma. E!
ma.
E!
E!
ma.
ma. e.
m. ae.
ma.
ma. e.
mae.
mae.
mae.
mae.

porque sou doido e não tenho mais nada que fazer

... decidi embarcar num exercício de escala, porque tenho imensa dificuldade com os números, em visualizá-los. É-me extremamente difícil perceber o que quer dizer "milhões", ou "biliões" ou mesmo "triliões".

É que ouço dizer que se gastam 85 milhões de barris por dia. Eu não faço puta de ideia o que isto quer dizer. Então comecei por perceber o que é um barril de petróleo.




30cm raio x 56cm altura. Parece bem. Pequeno e tal. Gasta-se num milésimo de segundo. Continuemos.




1000 barris. Já é qualquer coisa. Um cubo de 6m de lado, sensivelmente. No entanto, isto gasta-se num segundo. Saltemos agora para os 85 milhões.



Pois. Salto demasiado brusco, devia ter pausado antes pelo minuto e pela hora, mas eu sou um apressado, há quem diga que algo precoce mesmo. Imaginem, tem mais de 300m de aresta... tão alto como um arranha céus e bem mais gordo. Continuemos.




Isto é o que se gasta num ano. 30 gigas. Já parece uma montanha. De facto tem 3km de aresta.



Por fim... um trilião de barris, ou tudo o que já se gastou em petróleo.


Agora fiz uma coisa mesmo mesmo mesmo mesmo croma.

Basicamente, quero perceber o que isto quer dizer em relação a coisas que eu conheça. Ora, eu conheço minimamente o algueirão. Podia ter feito outras comparações, mas para mim não há pôr-do-sol mais apaixonante e romântico do que o pôr-do-sol no algueirão. Então peguei no GE e fiz um cubo de 10km para ver como seria empilhar um trilião de barris de petróleo todos em cima uns dos outros...





Concluíndo, fiquei na mesma. Continuo sem perceber o que é um trilião. Mas foi divertido...

quarta-feira, agosto 29, 2007

Is this something you should be worried about?

Quiz question: Se uma das maiores empresas de produção de petróleo começar a distribuir anúncios advogando o debate energético à volta da conservação e alteração de paradigmas de produção, que perspectivas de futuro se podem retirar da indústria?

Para mais anúncios "esclarecedores", clicar aqui. Gosto especialmente de um que diz:

just over half of the world's oil lies in only five countries.

So, where do you live?


terça-feira, agosto 28, 2007

RE design II

Mais um update! Coloquei tags, ou como os panascas dizem, etiquetas, no nosso bloguinho! Fartura, estás livre para mudar os nomes das etiquetas como melhor te aprouver. Ha! O que não falta no nosso blog é etiqueta! Vivam as etiquetas! Uma ode às etiquetas!

Etiquetas, que petas!
Sou um maluco por tetas!
Estou sem inspiração nas letras!
Vai levar mas é nas canetas!
Por isso e sem mais tretas!
Badamerda mais o poema.

Lindo. E dizem-me que não sou talentoso!

domingo, agosto 26, 2007

Radiohead Kid A


Primeira experiência na posta de videos. Sou um pouco crítico a esta coisa de postar vídeos por tudo e por nada, vulgarizando o blog com uma produção alheia colhida por terceiros e divulgada por quartos ou quintos, para finalmente, num serviço prestado gratuitamente por sextos, eu poder colocar aquilo que poderia julgar um acto de benevolência e arte para com o leitor, quando não passei de um chulo no meio de uma máquina eterna de produção de imagens.

Oh well...

sábado, agosto 25, 2007

REdesign

Voltei a colocar o monstro das pipocas como estava originalmente.

Não irá ser algo permanente. Tenho ideias melhores do que este modelo predefinido.

Algo mais simples. Tipo Google. Mais palavras por linha, para quê usar apenas 480 pixeis de largura quando tenho monitores de 1000 pixéis à minha disposição? Que desperdício de espaço visual...

Fica no entanto este look para melhor revisualizar alguns pormenores de imagem já algo antigos...

sexta-feira, agosto 24, 2007

Esclarecimento

Tenho estado ausente mas presente, pouco importa se alguém consegue discernir a profundidade do truísmo agora mesmo escrito. Gostaria no entanto de esclarecer que todos os Sci-Fi Quickies, que ainda agora os reli com algum espanto (coloco artificialmente o meu ego como sempre inferior à minha produção, de modo a sempre me surpreender com o que faço, por mais merdoso que seja. Egocentrismo? Sem dúvida, e da pior. Voltando) são da minha autoria e não citações de livros de terceira categoria que encontrei no saco do lixo. Isto para retirar qualquer dúvida, não de possíveis leitores há muito desleixados pelos criadores do blog, mas de algum fantasma que por aí passe por engano...

Por outro lado, vem-me à memória uma citação porreira no seguimento dos Sci-Fi quickies, coisa oriunda de um dos melhores filmes de ficção científica de sempre, quase o único Star Trek que se salva: The Wrath of Khan (TWOK). James T. Kirk, numa crise de meia-idade, refere-se às suas aventuras e o seu significado:

"I've cheated death, tricked my way out of death, and patted myself on the back for my ingenuity. I know nothing." ST2:TWOK

Vou pensar nisto...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

ahhhh e tal...

Do próprio site do PCP:

10-É verdade que, no que respeita ao aborto, a lei penal portuguesa e a lei penal espanhola, são bastante similares, só que em Portugal ela é aplicada de forma muito restritiva ?

Na verdade a lei penal espanhola tem aspectos até mais restritivos que a lei portuguesa como por exemplo os prazos para aborto eugénico (22 semanas) ou na sequência de violação (12 semanas). Contudo, enquanto os serviços públicos de saúde fazem uma interpretação mais restritiva da lei, assim já não acontece com as clínicas privadas aonde se faz a larga maioria das IVGs em Espanha. De destacar que a lei espanhola não pune as mulheres que recorram ao aborto clandestino nos casos em que esse aborto tenha sido praticado pelos motivos que a lei permite (no entanto, os médicos, parteiras e outros, são punidos). De assinalar que, desde Fevereiro de 2000, foi autorizada em Espanha a utilização da pílula abortiva (Ru-486) nos serviços de saúde públicos, possibilitando a rapidez de atendimento nestes serviços. Está também regulamentada por lei a forma como se processa a acreditação de estabelecimentos de saúde privados para efeitos da prática da IVG e as exigências que são efectuadas (especialistas, instalações, práticas médicas a seguir, etc...).


Que treta. Quer dizer que isto tudo é uma farsa pegada. Aliás, a clínica espanhola Arco já disse que iria começar a "vender" abortos mesmo que o não ganhasse em Portugal. Lendo a lei portuguesa (no mesmo site, pode-se ver a referência aos artigos 140 a 142, etc do Código Penal) percebe-se porquê.

Pormenor interessantíssimo, a mulher na espanha não é criminalizada por fazer aborto clandestino. Mas o referendo omite qualquer alteração da lei portuguesa a este respeito.

Pergunta óbvia: mas então que merda de referendo é este que nos espetaram nas fuças?

Desabafo da Máquina

Uma percepção invade-me sempre a minha mente, aparentemente eterna sorvedoura de material de pensamento, sempre intrigada com possibilidades e receios, oportunidades e loucuras. Como separar o trigo do joio? Será a visão do todo separada da minha visão pessoal irremediavelmente? Deverei evitar qualquer discernimento sobre o mundo? Concentrar-me sobre o "inner-self", este mundo tão "belo", numa orgia masturbatória que se escape às diatribes conspiracionistas de outro modo inevitáveis?

Pergunto-me. Será o mundo intocável, impenetrável, diferentes cubos para diferentes pessoas, a cada um a sua lógica pessoal? A cada um a sua liberdade? E para quê esta liberdade toda? Qual a sua função? O que nos permite ela fazer? Foder a vizinha sem preocupações posteriores?!?
E se a cada um a sua vida, restar-nos-á apenas as nossas memórias da infância inexistente como literatura possível? A máxima tolerância pelo outro acoplada à mínima atenção, reconhecimento da verdade do outro?

Existirá a verdade? Como separar a teoria mais realista e confiável da pura especulação conspiracionista? Pensem um pouco nisto. Sempre se vê a lição do Pedro e do Lobo como uma questão moral que se impôe ao Pedro, mas ninguém se pergunta sobre a lição que a sua aldeia não retirou: como discernir entre a partida e o relato desesperado?

Será a visão de Einstein e de Darwin assim tão "verdadeira" como isso, o que as separa da ficção?!?

Vejamos a sociedade por este prisma. Pedros não nos faltam, acossando-nos constantemente sobre os perigos iminentes, escândalos políticos ou judiciais, fraudes gigantescas, big brothers mundiais que nos controlam e escravizam, um planeta inteiro engrenado na auto-destruição.

Como não poderia a enorme aldeia das massas se alienar com tanto barulho? Tanta idiotice à volta de um "problema grave de saúde pública" como o aborto, quando morrem por dia tantas mulheres em acidentes de automóvel como por ano por causa do aborto?
Problema de saúde pública? Tão problema como a Gripe das Aves, que é A doença menos mortífera do mundo alguma vez conhecida (e vejam a mediatização...)

Tanta idiotice à volta do caso Camarate, Casa-Pia, Apito-Dourado, raptos ou adopções de sargentos bem intencionados?!?

Tudo isto enquanto há guerra? (e onde o referendo sobre a nossa participação na invasão?) Tudo isto enquanto há milhões de pessoas a morrer por falta de condições? (Lá vem ele!) É verdade, porra. E o que fazemos nós? Que mundo desejamos, desejamos, construir? Palavra chave: desejamos... Desejamos ainda seja o que fôr?

(Who cares?)

Como não poderia a enorme aldeia das massas gostar tanto de futebol, de vinho, de sexo e noites para esquecer?

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Sci-Fi Quickies V

- You see, science generally consists in an eternal refusal of common sense. For instance, current biochemistry theory states that all life is an expression of the first and second law of thermodynamics. It is widely proven that the universe spontaneously organizes energy and matter in the most complex and non-chaotic of forms if, and only if, such forms are more effective at conducing energy states and thus generate more entropy.
Life is then understood as a true complex form that exists because it generates entropy faster than any non-organized matter, and in the human intelligence we find the ultimate mammoth of entropy creators.

- Yes, those laws are well understood.

- They were widely used to create the technologies we rely on, and acts as the fundamental political theoretical basis for the determination of the best course of action in every local sector's major policies.
And on top of that, if Science can ever give any meaning for the existence of Man, it definitely bases itself on to "grow and multiply"! Now, of course, this philosophy explains the psycho-sociological events Man has gone through the millennia since we spawned in planet Earth. The urge to grow, to produce more, to eat more, to speculate, to work harder, to investigate new technologies, all constitute behaviors of expansionist economics, of increasingly wasteless economics. Alas! There is nothing so much directly relationed with joy than the elimination of waste! The pure machine! And what do we call it? Creation! Technological Breakthrough! Again, to "grow and multiply"... It is embedded in the human nature, in everything we do.
Quite intentionally, we were made to conquer the stars. That is, if we fail to choke ourselves with our own entropy.

Enterview with Noorda Topal, 31st century's philosopher.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Sci-Fi Quickies IV

The first decade of the twenty-first century is the simplest decade to understand. Fear, Stagnation, Decline. The post-abundance era, as it was later called, was very much alike pre-war 1939 Germany: the shilling silence before the storm.
Not that people wouldn't talk brightly about the future, but those were far from their main concerns, which were football, novels, end-of-the-month payback and post-modernist "fracturing" political thematics. Abortion, Euthanasia, Gay marriage and Drug liberalization. It was what big media called "audience politics"- War was a special segment of this phenomenon, completely reduced to premier entertainment, a whooping market of computer games, tv shows, movies and political boxing, An interesting side note that involved all these problems was the almost pragmatic irrelevance of them to the medium class. Wars were fought by the poor, abortions were a problem mostly for the poor, drug addicts and homosexual tendencies were hidden minorities, and euthanasia was rarely discussed by the elders. Rather, the wide debate was played for and from the majority of the people, who discussed the problems of these minorities. While heated debates were frequent, concerned with the "future of civilization" and "values", one has to remember that those people discussing it were not really personally inflicted with those problems. Indignation was the key word to understand the deep psychology behind the hot political discussions between the people, not as a true feeling, but as a technique of argument dismissal. Usually and recurrently, after a heated debate about the future of civilization regarding these fracturing subjects, the tv would shut up about it and a football game started.

The Post-Abundance Era, Kenneth Khan, 2451 a.d.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Sci Fi quickies III

They were well aware of the lesson of the Easter Island. Documents prove inumerous thesis and even television documentaries about the demise of Rapa-Nui's civilization, which was incapable of creating a sustainable economy before the collapse of the island's ecosystem, and only survived for a period of time thanks to cannibalism. To understand the general public's dismissal of the subject one has to do more than gather the recurrent denial aspect of mankind. One has to understand the value of entertainment in this society. Such lessons were only useful as long as they were entertaining. Movies were created showing the weather climate changes, the political war madness or the terrible food diet of inhabitants. Human tragedy, before really happening, didn't cause a wide change of behaviors, but rather a simple and wealthy change of entertainment thematics.
(...)
"Green people" were named those who spent more time concerning whales than price stocks. They preached about the cost of unbalancing an ecosystem so precious because unique as the Earth's; "Peak Oilers" were the group of people who looked upon the demise of global economy; "Jihadists" were the fundamentalist religious who proclaimed that the war to end all wars was about to come; "Warmers" were the ones who predicted the melting of the ice caps and subsequent rise of the oceans. Interestingly enough, every nightmare Man has passed through in the decisive century was well theorized or else rigorously romanticized in dystopian science-fictions. But no science document or dystopia could ever grasp the scope and diversity of situations and lessons Man had to go through. The 21st century poem became a worldwide anthem:

Acid waters to drink,

Hurricanes to breathe,
Hordes to die
Waves to lay,
Hell on earth,
Purgatory on the seas
Even the atheists pray.

Oh tender!
Oh joy!
Small glimpses for you
Confined is even love.
Threaded we have
On our dreams
But not softly.

In Creative Economics 101, chapter two.

Sci Fi Quickies II

Power corrupts, but then again without power, what do we do? Power is, in fact, energy, and given the fact that the end of the twentieth century was awash with energy surplus, would that mean that there was never in the history of the world so much corruption? Will this explain our downfall, our demise? Should have we never accepted the fire of Prometheus, should have we never invented the wheel? These are enough questions for one to understand that simple cause-effect reasoning is never true. In fact, the measure of religious fanatic lunacy is how deep we reason life.

So, where was it? Were we doomed from the start, or was it a 50-50 chance, a coin play among gods of fortune, a mis-chanced arrow inside a vortex of space-time continuum? Have we bet in the losing side of the coin?

If so, Life on Earth is then but a final breath of a dying organism, who failed to give birth, forever dismissed in the course of Natural Selection. Earth is but a bankrupted player of poker who stubbornly insists on doubling bets, a spiral of death, lights and smoke breathe above the table. The barrel poker players listen to the sentenced planet, but still only aiming.

Yes, life is short, we all hope but to die, which is precisely what defines time for us, the unrelenting passing of life against the never-stopping hope for eternity in all life forms. That is why we keep on doubling bets, that is why we try to cheat death until the very end. Fat lady is still silent, like the barrels.

But we see the signs. The sentence was long ago whispered among the barreled guns. Only pure curiosity keeps them from firing. Curious as a biologist with a handicapped insect, "Why does it keep on it? Why doesn't it quit living?" Hope. The quintessential characteristic of all life forms. And I could say "how pathetic of it", and would be only voicing the internal hope of a better result, of a better outcome. A superior choice. A hope, nonetheless.

The far cry of Rapturists and end-of-world religious zealots is instantly recognized. They are gathering now. The sounds of chanting. The bell of rings. Hope? When all else failed, man always turned to God for an answer to death. Without a doubt, the sounds of pure despair.

- That's just cynical, man, what's wrong with having a religion, if one finds peace on it?

- And what peace is that, can I ask you? What good that peace creates? The peace of sheep? The peace of the lamb promised to the wolf? How can anyone sleep while the lions daunt us?

-Oh shut up, we DO need to sleep, if we have to have energy saved for tomorrow, you know? What is life but a hope in the future? What is rest but a trust in time? Do you really consider yourself to be a prophet of mankind's future? Ah! You're so full of yourself! And if you buy what you say, why even bother to breathe, may I ask You?

- Oh, come on, I'm just gloomy today. Didn't mean to...

- You're always gloomy! Have you perchance forgotten the history books? They are full of tragedies and end-of-the-world sets. It is really not the end of the world.

- Fine, I'm gloomy, but with good reason. We have exploited all of the world natural resources, so we are headed towards cavemen again. The wolves will hunt us down again. How's that for a future sight?

- We have to have hope, man. Eating yourself up is not going to better things, you know that.

- I'm trying to find it. I'm searching for it. Probably, it is the last thing that keeps my heart beating. And I couldn't care less of myself. Mankind is in the verge of annihilating this planet's chance of blossoming for perhaps a billion years. Do you reckon the irresponsibility of what we are about to have done to the world?

"One of the mankind's greatest errors of character was always to misinterpret personal subjective perception of reality with the real itself. The inner workings of space-time entropy were yet to be discovered and theorized, its elements still rendered as separate speculations or misguided generalisms. Man could only grasp reality in ephemerous moments, and reported efforts to verbalize them were obviously and quickly dismissed as truisms or tautologisms, self-referenced superstitions. We have to realize that man was only beginning to grasp the barriers of common language for describing chaotic and non-deterministic space-time occurrences.
(...)
Concurrently, scalable events were completely misunderstood, and individual interests alarmingly superseded political sight, without the clear restraint of awareness. A self-created tail-eater tapeworm was the only mathematical solution possible for such a system.
This is the precise essence of why ancient history is so focused in individuality myths and messianic heroic hopes, ultimately leading to the astonishingly tragic events of what was later called the Great Singularity."

From the prelude to the Zhun-Betis Earth History Book.

sci-fi quickies I

Ancient History is rich in contradictions and paradoxes. Bear always in mind the importance to the understanding of Man that it is the main theme of Creative Economics. The fact that there was more than enough awareness, more than enough technology, more than enough man-power and more than enough energy available to avoid the events of the 21st century, and the proven facts that every attempt at it was deliberately deviated and destroyed usually stalls the ignorant student, as the existence of destructive econo-politics is still overlooked and misunderstood by the youngsters. Students have a hard time understanding that a self-destructiveness inside man's unconsciousness is really based in their survival abilities and not a nature's ephemeral mistake. And an even harder time to realize that not only it exists, but that it was the vital characteristic that saved 21st century Earth. Watch the youngsters closely, as they never are quite the same after this class, remember that neither was Man after these events.

Educational notes for the teachers, Al-Jefferson, 2670 a.d.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

The Last Boy Scout

[Hallenbeck and Dix are trying to tell the bodyguards in a car about a bomb]
Joe Hallenbeck: Now what are you doing?
Jimmy Dix: I'm drawing them a picture.
Joe Hallenbeck: What's that?
Jimmy Dix: It's a bomb.
Joe Hallenbeck: It doesn't look like a bomb, it looks like an apple with lines coming out of it. What are they gonna say, "don't open the briefcase, it's full of fresh fruit"?
Jimmy Dix: Do you want to draw the damn thing?
[Dix shows Hallenbeck the draw of a bomb with "bom" written below]
Jimmy Dix: Happy?
Joe Hallenbeck: Are you kidding me?
Jimmy Dix: [shows the drawing to the bodyguards] Always criticizing my shit. I can't do nothing right.
Jimmy Dix: [the bodyguards shoot at them] Oh, shit!
Joe Hallenbeck: I forgot to tell you. "Bom" means "fuck you" in Polish.
Jimmy Dix: Hey, that's not funny, man. I almost bought it there!
Joe Hallenbeck: Tragic loss to the art world, let me tell ya.



Joe Hallenbeck: The sky is blue, water is wet, women have secrets. Who gives a fuck?


Alley Thug
: Wrong place, wrong time. Nothing personal.
Joe Hallenbeck: That's what you think. Last night I fucked your wife.
Alley Thug: Oh you did, hah? How'd you know it was my wife?
Joe Hallenbeck: She said her husband was a big pimp lookin' motherfucker with a hat.
Alley Thug: Oh, you're real cool for somebody who's about to take a bullet.
Joe Hallenbeck: After fucking your wife I'll take two.
"The path of the righteous man is beset on all sides by the iniquities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who in the name of charity and good will shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brother's keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon thee."

Jules version of Ezekiel 25:17 in Pulp Fiction

terça-feira, janeiro 16, 2007

“Man, I see in fight club the strongest and smartest men
who've ever lived. I see all this potential, and I see squandering.
God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables;
slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and
clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need.
We're the middle children of history, man. No purpose or place.
We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a
spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been
raised on television to believe that one day we'd all be
millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And
we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off.”


Tyler Durden – “Fight Club”

segunda-feira, janeiro 15, 2007

"Deus, Pátria, Família".

“Ensinai aos vossos filhos o trabalho, ensinai ás vossas filhas a modéstia, ensinai a todos a virtude da economia. E se não poderdes fazer deles santos, fazei ao menos deles cristãos”

António de Oliveira Salazar


mas será uma forma assim tão errada de educar os nossos filhos? + d 30 anos depois a resposta ainda ñ é clara...

A vida como ela é

Se o titulo parecer ao (in)desejado leitor um bom spot para um anuncio de telemóveis, desenganem-se. Venho por este meio hje reflectir sobre certezas. Quando era miúdo os meus pais ensinaram-me que certas coisas na vida eram certas. O sol nasce todos os dias, o tempo passa mais depressa quando estamos ocupados. Comer muitos chocolates faz doer a barriga, e ensinaram-me a perceber muitas outras coisas que me rodeavam, e tomar os pequenos factos da vida como coisas certas e inalteráveis, as 7.35 imperativamente o despertador da vizinha do lado toca seja dia de semana, sábado, domingo ou dia feriado (sim! A qualidade de construção abunda no meu prédio), aos sábados sai o jornal, e o almoço de domingo é com toda a família reunida de volta de um cozido á Portuguesa. Na infância as coisas são certas, ñ existe volta a dar. Ser pai é dar segurança… mesmo q seja num mundo pintado a lápis de cor.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

palavras (s)em sentido

Ando ausente, as minhas apologias aos presentes... a guerra tem sido intensa.. e a oferta de programas demasiado extensa e variada. Não percebo de onde vem esta contracção do tempo… sinto q o espaço se expandiu até dimensões assustadoras… o tempo livre ñ se conseguiu manter actualizado…não acompanhou; perdeu a carruagem…

Acho q finalmente resolvi alguns dos meus problemas existenciais, foi fácil… fui á loja do “mestre André”, comprei uma machadinha e troquei de problemas… tudo mudou desde q postei a minha ultima posta de pescada, mudei de feira, sou uma fartura nova.. com patrocino (ou não... :( ) de uma marca de óleo nova, sinto-me diferente, leio e recordo a fartura que escrevia em postas anteriores mas ñ me sinto… a filosofia tem-se alterado.. Sinto-me bem mais maduro, e no entanto ainda tão infantil. Descobri novos horizontes espaciais pra explorar… a vida está mesmo á nossa beira… as vezes temos q molhar a meia e o pé.. para perceber a humidade do local... coisas q no fundo sempre soubemos... mas nunca quisemos saber... Obrigado amigos pelo apoio e paciência nestes momentos de luta. Acabou o tempo da escola e do cheiro a leite… ñ podemos ignorar os desafios q todos os dias nos entram pelas portas a dentro… ainda é a tesão do mijo? Não sei…ainda estou no principio... mas sinto-me a avançãr a adivinhar um caminho de cabras á noite com um camião tir… sinto-me orgulhoso de abrir o meu próprio caminho… mas assustado com a dimensão das coisas que tenho que partir…deixar amigos velhos... conhecer alguns novos ( nunca são tão bons como os velhos...) é uma coisa mesmo grande abrir os olhos… opto por os manter tapados qdo voo entre os trapézios pra não me aperceber que a rede já não está fixada. Arrebenta-me pelas veias o sangue que gritava por prisão,( sim prisão... uma prisão serena) mas sentiu a necessidade de se chegar á frente… as coisas q têm q ser têm muita força… estou a ser violado.. forçado a ser eu próprio… é tão mais fácil ser fingido, sonolento, deprimido e oprimido…rasga-me a alma esta auto reflexão constante, esta consequência imediata, q envergonha estas parcas palavras e as reduz á sua verdadeira dimensão. branco (pouco importa o preciosismo da cor). Esta urgência permanente, questão de comida e morte…alguns dias assusta... noutros diverte e embala… mas entranha-se e cria automatismos, manhas, saídas de emergência, redes de trapézio tecidas com fios roubados em qualquer teia de aranha. O homem ñ é um ser cruel com necessidades motivado pelo exibicionismo, esse homem brota dos sonhos que vivem nos olhos fechados do observador que não sabe o q se passa por detrás das cortinas bonitas da casa dos outros.

sábado, dezembro 16, 2006

tributo a paula rego...

O aborto é uma realidade lamentável mas inescapável. Embora seja triste que muitas mulheres efectuem abortos, essa é uma realidade que não podemos evitar. Podemos naturalmente tentar evitar o maior número possível de abortos individuais, mas devemos também procurar que os abortos que, de qualquer forma, serão praticados, o sejam nas melhores condições possíveis e com o menor sofrimento possível. Só a despenalização do aborto, dentro de um prazo realista (praticável), permite garantir que todas as mulheres que estejam firmemente determinadas a abortar o farão em condições seguras e não traumatizantes.
É necessário um compromisso entre o direito à vida e o direito ao planeamento familiar. Não há planeamento familiar eficaz sem a possibilidade de, como solução de recurso, abortar. Efectivamente, todos os meios contraceptivos falham, por vezes, seja por razões técnicas seja por falha humana. O direito à vida sugeriria que a vida humana deveria ser protegida desde o instante da concepção. O

texto ridículo da autoria de www.euvotosim.org, desenho de Paula Rego

quarta-feira, dezembro 06, 2006

A prova de Deus

O livro que abaixo critico (quase) propõe uma prova de que Deus existe. Apresento uma outra prova, bastante semelhante, mas de que não existe. Vem de "Hitchhiker's Guide to the Galaxy", e parece-me fazer bastante sentido (ou não! ou diria, tanto como!). O argumento começa com um peixe especial que existe na galáxia, um Babel Fish.

"The Babel Fish," said The Hitchhiker's Guide to the Galaxy quietly, "is small, yellow and leech-like, and probably the oddest thing in the universe. It feeds on brainwave energy received not from its own carrier but from those around it. It absorbs all unconscious mental frequencies from this brainwave energy to nourish itself with. It then excretes into the mind of its carrier a telepathic matrix formed by combining the conscious thought frequencies with nerve signals picked up from the speech centres of the brain which has supplied them.The practical upshot of all this is that if you stick a Babel Fish in you ear you can instantly understand anything said to you in any form of language. The speech patterns you actually hear decode the brainwave matrix which has been fed into your mind by your Babel Fish.

"Now it is such a bizarely improbable coincidence that anything so mind-boggingly useful could have evolved purely by chance that some thinkers have chosen to see it as a final and clinching proof of the non-existence of God.

"The argument goes something like this: "I refuse to prove that I exist", says God, "for proof denies faith and without faith I am nothing."
""But," says Man, "the Babel fish is a dead giveaway isn't it? It could not have evolved by chance. It proves you exist, and so therefore, by your own arguments, you don't. QED."
""Oh Dear," says God, "I hadn't thought of that," and promptly vanishes in a puff of logic.
""Oh, that was easy," says Man, and for an encore goes on to prove that black is white and gets himself killed on the next zebra crossing."

Moral da História:

"Most leading theologians claim that this argument is a load of dingo's kidneys, but that didn't stop Oolon Colluphid making a small fortune when he used it as the central theme of his best-selling book Well That About Wraps It Up For God."
"Meanwhile, the poor Babel fish, by effectively removing all barriers to communication between different races and cultures, has caused more and bloodier wars than anything else in the history of creation."

A fórmula de Deus, ou, The Last Question?

Acabei de ler o livro "A Fórmula de Deus" do nosso Dan Brown Português, o José Rodrigues dos Santos. Não lhe chamo Dan Brown a pensar nos meios sujos e mentirosos que o americano usa para os seus próprios fins, mas porventura pelo estilo e pela mística envolta num mistério que apenas no último minuto se desvenda. Sem falar claro do eterno problema da criptografia, tema transversal a estes dois autores, pelos vistos. Matrioskas...

Gostava de dizer que o li num ápice. Não porque era bom, entenda-se. De facto, dei por mim a passar ao lado das descrições aborrecidas que mais dão a sensação de terem sido colocadas por enfado e obrigação do que contribuírem significativamente para a história. Todo o leitor menos distraído deve ter reparado na repetição amadora com que o escritor faz primeiro uma análise sensitiva de um espaço para depois, distraidamente, e como quem não quer a coisa, há alguém que lança uma pergunta no ar (ahh) "alguma vez esteve no Cairo?". Estupidificante. Mas enfim. O que é facto é que Rodrigues dos Santos é um jornalista inteligente, e o conteúdo filosófico / cientista / teológico do livro é suficientemente interessante para manter o leitor intrigado, com uma revelação sempre ao virar da página e uma cifra colocada pelo próprio Einstein, profeta dos tempos modernos.

Tem, no entanto, erros crassos. O primeiro é o de não olhar a meios para atingir os seus fins. A ideia de que a prova da existência de Deus existe é, em si, absurda. Mas mesmo que existisse, ela nunca poderia depender da "sorte da lotaria", seria estarmos a depender outra vez do "Deus das Lacunas". E este é precisamente o ponto fraco do livro, o ponto em que o autor concebe um cientista a proclamar que a prova é a sorte incrível que o universo tem em ter as constantes que tem. Todos menos um cientista, por favor. Qualquer cientista percebe que isto não prova nada.
Fala-se também do Princípio Antrópico, mas esquece-se o autor de referir a diferença entre o PA Forte e o PA Fraco, apresentando o Forte e não apresentando a contra-prova. Esquece-se o autor de referir que a experiência EPR, apesar de apresentar que as partículas estão em contacto directo entre si, também apresenta o facto de que Deus joga de facto aos dados. E não existe determinação possível sobre se o Universo é determinista ou não. Esta é uma crença de Einstein e descrita na Teoria da Relatividade, mas entra em confronto directo com a Física Quântica. É um problema ainda não resolvido.
Mas lá se entra em rodriguinhos, e depois não é bem uma prova. É uma fórmula que a Inteligência no Universo terá, no seu "endgame", de usar para recriar o universo, tornando-se Deus.
Por outro lado, a ideia de que a CIA se deixe entusiasmar pela imaginação de computadores a vaguear pela Galáxia e a proclamar a fórmula de Einstein pelos cantos do universo, quando o que está em causa são bombas atómicas e o Irão, é ridícula. Mas o que mais me enerva é o constante exercício de pastiche, collage, de ideias tão interessantes e tão mal coladas entre si, e aqui atinge-me o pico do desprezo pelo livro. Não pela imaginação louca do autor em referir "Construtores Automáticos" e "colonização das galáxias" e coisas do género, mas precisamente pela falta de imaginação que tal discurso encerra. Como se isto fosse uma novidade incrível. Como se o segredo de Einstein encerrasse uma password até hoje indescrita e espectacular. Como se Isaac Asimov não tivesse descrito exactamente esta história há exactamente cinquenta anos, com muitas menos palavras e um poder de síntese, esse sim, sinal de génio, e como se ninguém nunca a tivesse lido (The Last Question, novembro 1956).

Jornalistas... sempre a fazer-nos de parvos de modo a vender as suas histórias...

segunda-feira, novembro 27, 2006

State of Mind

You ought to know I'm feelin' very depressed.
Really.
I am.
No marvinisms in here.
And I get the thought I am depressing everybody around me.
Which is a really depressing thought.
Coincidentally, that is the main reason why I'm so depressed.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Depressing sayings in english please. Fuck you. Part three: marvinisms (or "like you care")

Prelude explaining what is a "marvinism". Like if anyone cares. The phenomenon starts with the Big Bang.
Bang! There. It started. Now it goes on.There is a mind-bloggingly amount of crap that is been said around the universe since its dawn, but few lives on it have been so miserable and self depressing as Marvin's. Having a brain capable of calculating the hidrogen's emission's of a cubic parsec, he is told to move stuff around and to wait millions of years in a parking lot with nothing to do. Here is what he has to say about "life" and other ghastly intolerable stuff.


"I ache, therefore I am."


"Do you want me to sit in a corner and rust or just fall apart where I'm standing?"


"Wearly I sit here, pain and misery my only companions."


"Pardon me for breathing, which I never do anyway so I don't know why I bother to say it, oh God, I'm so depressed. Here's another one of those self-satisfied doors. Life! Don't talk to me about life."


"Life," said Marvin dolefully, "loathe it or ignore it, you can't like it."


Marvin: "I am at a rough estimate thirty billion times more intelligent than you. Let me give you an example.
Think of a number, any number."

Zem: "Er, five."

Marvin: "Wrong. You see?"


"Why stop now just when I'm hating it?"


"What's up?" [asked Ford.]"I don't know," said Marvin, "I've never been there."


"Simple. I got very bored and depressed, so I went and plugged myself in to its external computer feed. I talked to the computer at great length and explained my view of the Universe to it," said Marvin."And what happened?" pressed Ford."It committed suicide," said Marvin and stalked off back to the Heart of Gold.


Zaphod: "Can it Trillian, I'm trying to die with dignity."Marvin: "I'm just trying to die."


"Why should I want to make anything up? Life's bad enough as it is without trying to invent any more of it"


"Life. Don't talk to me about life."


DISCLAIMER. I have written this to make me happy, not to get you down. I really find this not depressing, but hillarious.
Can't stop laughing.

Ah.

Ah.

Ah.

(Don't worry if I get asfixiated in this laughing exercise. If life isn't good at me in this part, at least I know it won't last much longer. Thanks for worrying though. Or whatever.)

Depressing sayings in english please. Thank you. Part two: hellish definitions of common lies.

Just the continuation of it all. Please stop reading. It's pathetic on your part, trying to get yourself down consciously. Life already does it rather well on its own. I warned you. Here are the quotes. They come from a dictionary, the Devil's own.

"Absurdity, n.: A statement or belief manifestly inconsistent with one's own opinion."Ambrose Bierce, The Devil's Dictionary

"Acquaintance, n.: A person whom we know well enough to borrow from, but not well enough to lend to."Ambrose Bierce, The Devil's Dictionary

"Bore, n.: A person who talks when you wish him to listen."Ambrose Bierce, The Devil's Dictionary

"Brain: an apparatus with which we think we think."Ambrose Bierce, The Devil's Dictionary

"Politeness, n. The most acceptable hypocrisy."Ambrose Bierce, The Devil's Dictionary

Short wasn't it? Here's another: Life's a bitch. And then you die.

Depressing sayings in english please. Thank you. Part one: life, the world, humanity and other

Understanding these three posts. Well yeah, I'm doin a trilogy of very depressed stuff I found out not by accident, but because a spider crawled into my head and climbed up the walls of my skull, wretching my brain while trying to make a web inside me, which is in itself a very stupid move. Why would a spider try to make a web inside my own head, if not for a lack of a brain capable of understanding that flies won't enter my head to be caught by it? The other possibility maybe that the soup I ate was a bit cold. I can never distinguish between the two, excuse me. Like I care. Anyways, I was explaining these terrible posts. They are wretched, and worthless being read. They are depressing. That said, I can't imagine why are you still reading this. But
as you still are, well, here are the quotes I gathered, myself and the stupid spider inside my own head.


"Life is tale told by an idiot, full of sound and furry, signifying nothing."-William Shakespeare
"No human thing is of serious importance."-Plato


"It is not true that life is one damn thing after another...It's one damn thing over and over."-Edna St. Vincent Millay


"Most people would rather die than think; in fact, they do so."-Bertrand Russell


"Maybe this world is another planet's hell."-Aldous Huxley


"A vacuum is a hell of a lot better than some of the stuff that nature replaces it with."-Tennessee Williams


"A lot of people I know believe in positive thinking, and so do I.I believe everything positively stinks."-Lew Col


"Sometimes I think the surest sign that intelligent life exists elsewhere in the universe is that none of it has tried to contact us."-Calvin


"That which has been believed by everyone, always and everywhere, has every chance of being false."-Paul Valéry

terça-feira, agosto 08, 2006

quarta-feira, julho 26, 2006

ahh e tal

... disseram-me para escrever aqui porque determinada questão coisa e tal, e que se eu não o fizesse então ui ui. Está confuso. Tou a fazer uma planta de uma casa e aquilo parece que a cada alteração q faço de modo a resolver os problemas levantados mais problemas pareço criar e mais confuso fica. E o raio do homem q nao me ajuda. É complicado. É tipo a cena da figura e do fundo, quando se mexe na figura para estar bem nas suas partes, perde-se a relação com o fundo, quando se mexe para ficar bem com o fundo, perde relação entre as partes. tenho a sensação de estar a cozer arquitectura. Mexe aqui, mexe dali, roda isto, estica aquilo. Escultura, linhas contínuas que dão a volta à casa, que ligam o todo com a parte e lhe dão sentido, coisas tipo dentro e fora, tipo preto e branco, tás a ver, bué profundo. Agressivo e acolhedor, lanche e pequeno-almoço, escritório e sala. Pés-direitos duplos. Luz zenital diagonal. É giro. Mas sem ponta por onde se lhe pegue. Eixos. Direcções visuais. O Siza é que sabia fazer destas coisas, fazia da arquitectura uma morada.

Palhaço, veio o 25 de abril e estragou-se todo. Bem, tentei encontrar fotos da casa do mestre que aflorava na minha mente, mas não encontrei. É da década de sessenta. Fico-me por um render merdoso que tirei, nem sei porque o publico, talvez para que no futuro me lembre da minha ingenuidade e me ria um pouco, escondendo sem dúvida por detrás do riso uma melancolia pela perca da inocência e do sonho...



"é uma caixa de fósforos"!!! Não sejam mauzinhos. O objectivo nesta perspectiva é criar um filtro de sombra entre a casa, o pequeno pátio ao fundo (ligeiramente à esquerda) e a piscina. A casa desenvolve-se por debaixo da rua (muro à esquerda), com umas escadinhas que descem para outro pátio, definido pela ortogonalidade da casa e pela curva do muro. Lá dentro é que está mais confuso... vai a planta...

Ainda está muito em estudo. Entra-se para a casa ora pelas escadinhas de cima tão a ver, ou então pela garagem na parte direita. As escadas para o piso inferior (o dos quartos) não aparece, n sei porque razao, é o rectângulo não fechado à frente do elevador. (sim tem elevador, a habitação unifamiliar, não é engano!!) A sala está demasiado aberta para o resto da casa, e isto de entrar para um átrio e olhar para a direita e ver uma sala de jantar com o jardim em pano de fundo é no mínimo estranho. Mas se eu puxar para lá a sala, não fica demasiado grande? O muro é aquela linha curva ali em cima. A ideia é criar um triângulo entre os wc da piscina (quadrado em cima) e a cozinha, para refeições, churrascos, etc. O alpendre em baixo é para proteger da luz solar (sul) e enquadrar a vista (sudoeste).

As ideias estão lá, só está é tudo confuso. Sala demasiado aberta, um "espaço" à direita da sala que nem sei bem o que pode ser, um quarto? um escritório? com uma casa de banho e tudo, e entre a sala de estar, jantar e cozinha, não me entendo. Arre que sou estúpido. Ando com isto há três dias e não consigo dar solução... e sábado tou de férias.

terça-feira, julho 04, 2006

Semente


Na cabeça de nossas mães seremos sempre crianças. Descobri que tinha barba rija, quando alguém que me é muito querido decidiu deitar uma semente à terra.

Tenho-me mantido afastado desde blog nos últimos meses propositadamente, tive a oportunidade de correr mundo, de conhecer gente nova, de me apaixonar novamente, de me sentir vivo e cheio de vontade de cheirar todas as flores e experimentar texturas, e abordagens à mesma realidade. Mas no percurso perdi um grande amigo devido a futilidades, a seu tempo vou digerir e contarei a minha versão da historia

Tenho evitado escrever pq queria a inspiração suprema, a arte de poder sublimar todos os pequenos detalhes q tornaram estas viagens que ainda estou a realizar ainda mais fantásticas. Tenho os meus olhos tão cheios de coisas lindas que sinto que vou transbordar. Todo o mundo á minha volta tem ruído, mas pareço não notar… o egoísmo querer viver faz-nos crescer todos os dias… mas o amor faz-nos crescer todos os segundos, qr seja o amor por um filho, qr seja um amor impossível... o amor é obsessão, temos uma pala nos olhos, e qual burros bem comportados apenas vemos o caminho em frente ignorando o que nos rodeia. O mundo pode estar a desabar, a casa a ruir.. mas aquela faísca qdo existe relativiza tudo isso relegando outros instictos para segundo plano… por hoje tenho q vos deixar… mas prometo que volto amanha e termino o meu raciocínio… agora vou-me entregar nas mãos do sono..