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quarta-feira, março 25, 2009

Atenção aos 4 cavaleiros do apocalipse!




Daniel Dennet, Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris. Atenção a estes tipos, que para além de fazerem grandes estragos, são bastante engraçados. Especialmente o terceiro da lista.

Se quiserem depois coloco aqui alguns best-of.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Ele: e então, foi bom?
Ela: foi…
Ele: mas foi bom, bom.. ou bom assim assim?
Ela: ahh sei lá…
Ele: vá… de 0 a 20… dá-me uma nota…
Ela: sei lá… 13?
Ele: só 13??? Mas….
Ela: mas oh Luis tu não queres que eu te minta…..
Ele: o que é que tu disseste?
Ela: 13 é uma excelente marca e…
Ele: não… tu disseste “oh luís tu não queres que eu te minta…” eu não sou o Luis…
Ela: então quem és tu?
Ele: com um 13 achas que eu vou dizer?
Ela: …..mas…
Ele: vamos tentar outra vez… a ver se melhoramos essa marca…. Pelo Luis….

segunda-feira, outubro 29, 2007

एकम् सत् विप्रा: बहुदा वदन्ति

numa noite branca interminavel, cruzei-me com palavras desconhecidas na mula, e movido pela paciencia dos mortos vivos resolvi pesquisar na wikipédia... fiquei fascinado... descobri a coisa maior coisa infinita que existe.... o Hinduismo....
infinito mais infinito não existe... ou será que existe?

Cópia integral da wikipédia:

"
Contrário a crença popular, o Hinduísmo prático não é politeístico nem estritamente monoteístico. A variedade de deuses e avatares que são adorados pelos Hindus são compreendidos como diferentes formas da Verdade Única, algumas vezes vistos como mais do que um mero Deus e um último terreno Divino (Brahman), relacionado mas não limitado ao monismo, ou um princípio monoteístico como Vishnu ou Shiva.
Acreditando na origem única como sem forma (
nirguna brahman, sem atributos) ou como um Deus pessoal (saguna Brahman, com atributos), os Hindus compreendem que a verdade única pode ser vista de forma variada por pessoas diferentes. O Hinduísmo encoraja seus devotos a descreverem e desenvolverem um relacionamento pessoal com sua deidade pessoal escolhida (ishta devata) na forma de Deus ou Deusa.
Enquanto alguns censos sustentam que os adoradores de uma forma ou outra de Vishnu (conhecido como
Vaishnavs) são 80% dos Hindus e aqueles de Shiva (chamados Shaivaites) e Shakti compõem o restante dos 20%, tais estatísticas provavelmente são enganadoras. A maioria dos Hindus adoram muitos deuses como expressões variadas do mesmo prisma da Verdade. Entre os mais populares estão Vishnu (como Krishna ou Rama), Shiva, Devi (a Mãe de muitas deidades femininas, como Lakshmi, Sarasvati, Kali e Durga), Ganesha, Skanda e Hanuman.
A adoração das deidades é geralmente expressa através de fotografias ou imagens (
murti) que são ditas não serem o próprio Deus mas condutos para a consciência dos devotos, marcas para a alma humana que significam a inefável e ilimitada natureza do amor e grandiosidade de Deus. Eles são símbolos do príncipio maior, representado mas nunca presumido ser o conceito da própria entidade. Conseqüentemente, a maneira Hindu de adoração de imagens as toma apenas como símbolos da divindade, opostos à idolatria, geralmente imposta (erroneamente) aos hindus.

"

lutando pra decifrar o brasileiro intragavel do artigo, e meio zonzo pelo sono, dei comigo a pensar se esta esta definição não acaba por albergar todas as outras no seu seio.... não será uma religião englobante? tipo... cabe tudo lá dentro.... diz tudo e no entanto nada ensina.... é o alfa e o Omega.... Contem o delirio mais metafisico de um musico de jazz a curtir uma trip! de cocaina até ao meu par de meias sujas que calço alegremente, a caminho de mais um dia de sono mal dormido...

acho que foi esta a definição mais vaga e abrangente que já conheci... o universo é infinito... mas esta definição é muito mais infinita que o universo....

sexta-feira, setembro 28, 2007

e com esta me fico...

agora reparo, ultimamente todas as minhas postas são citações, breves alusões as palavras de outrem q melhor relatam o dia a dia quotidiano de uma vida fugaz e com pouco interesse alheio.... é tão mais facil não ter q sofrer as dores do parto das frases, refugiarmo-nos em pedaços de historia alheia e apropriarmo-nos da sua sinceridade, roubando-as para as nossas proprias vivencias mesquinhas, mas tão cheias de sentido... gostava de poder exprimir por palavras aquilo q me atravessa a rotina, e me faz avançar... mas certas imagens não têm descrição, e certas decisões também não, tudo isto é um emaranhado de definições e teias que se enrrolam umas nas outras... em busca da suprema inspiração prossigo... plagiando um pouco de tudo aquilo que me apraz como belo e sublime...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Grey Storm

Espaço cinza de vários tons. Preto, mate, meio verde, áqua, azulado, brilhante, opaco. A minha mesa, o keyboard, carteira, telemóvel, pen, papéis, canetas. O meu carro é cinza lightning. Sinto-me dentro de um filme de ficção científica distópica. Este foi o futuro que nós imaginámos no passado. A cor, textura e variação cromática de uma nuvem generalista. Silenciosa. Distante.

Faz todo o sentido.

Não há, nunca houve tempestade que se anunciasse às cores, aos gritos e aos abraços.

segunda-feira, setembro 03, 2007

mil macacos não escrevem shakespeare

Evitando uma boa gargalhada
Nem consigo uma rima desemparelhada
não sei rimar
para quê continuar.

gostaria tanto
de o vocabulário saber
para sem o maior espanto
dizer o que me apetecer

dos meus pares aprecio imenso
o seu tão eloquente discurso
mas quando por aí incurso
tudo me sai demasiado tenso

sente-se na escrita
sente-se na oralidade
na falta de ingenuidade
sobra-me a mentira proscrita

porquê a falta de talento?
porquê o nítido tormento?
para apenas umas linhas pintar
e assim a minha memória gravar

para num pedaço branco
tornar o meu coração franco
e, suspeito, declarar
o meu pecado de amar

(ai que nojento
este gosto pela pieguice
confesso-me desse mal isento
é pura patetice)

Nada de novo no céu, azul
ponto cardeal, sul
norte este oeste
excepto, imagine-se! que a nordeste

desbota uma musa, onde
da ciência da palavra disponde
e até ensina a escrever poemas
a quem só sabe resolver problemas

assim, um analfabeto sem gosto
uma rima escreveu
mas apesar de transposto
ele nada enterneceu.

resta-me a lágrima
por ainda não estar pronto
para chegar a uma obra-prima
espera-me um confronto

com ambiguidade e infortúnio
desbotando interpretações erradas
espero até ao plenilúnio
para redigir palavras amadas

oh sim oh mais,
que tudo é demais
o infindável cansaço aos dois chegamos
chega-te a mim, que nos aconchegamos

um longo porvir nos espera
uma longa caminhada nos tempera
o juízo, que sempre na bamba
corre perigo da descamba

para onde vamos?
por onde iremos?
o que aprenderemos?
que nos amamos?

continua...

quinta-feira, agosto 30, 2007

porque sou doido e não tenho mais nada que fazer

... decidi embarcar num exercício de escala, porque tenho imensa dificuldade com os números, em visualizá-los. É-me extremamente difícil perceber o que quer dizer "milhões", ou "biliões" ou mesmo "triliões".

É que ouço dizer que se gastam 85 milhões de barris por dia. Eu não faço puta de ideia o que isto quer dizer. Então comecei por perceber o que é um barril de petróleo.




30cm raio x 56cm altura. Parece bem. Pequeno e tal. Gasta-se num milésimo de segundo. Continuemos.




1000 barris. Já é qualquer coisa. Um cubo de 6m de lado, sensivelmente. No entanto, isto gasta-se num segundo. Saltemos agora para os 85 milhões.



Pois. Salto demasiado brusco, devia ter pausado antes pelo minuto e pela hora, mas eu sou um apressado, há quem diga que algo precoce mesmo. Imaginem, tem mais de 300m de aresta... tão alto como um arranha céus e bem mais gordo. Continuemos.




Isto é o que se gasta num ano. 30 gigas. Já parece uma montanha. De facto tem 3km de aresta.



Por fim... um trilião de barris, ou tudo o que já se gastou em petróleo.


Agora fiz uma coisa mesmo mesmo mesmo mesmo croma.

Basicamente, quero perceber o que isto quer dizer em relação a coisas que eu conheça. Ora, eu conheço minimamente o algueirão. Podia ter feito outras comparações, mas para mim não há pôr-do-sol mais apaixonante e romântico do que o pôr-do-sol no algueirão. Então peguei no GE e fiz um cubo de 10km para ver como seria empilhar um trilião de barris de petróleo todos em cima uns dos outros...





Concluíndo, fiquei na mesma. Continuo sem perceber o que é um trilião. Mas foi divertido...

terça-feira, agosto 28, 2007

RE design II

Mais um update! Coloquei tags, ou como os panascas dizem, etiquetas, no nosso bloguinho! Fartura, estás livre para mudar os nomes das etiquetas como melhor te aprouver. Ha! O que não falta no nosso blog é etiqueta! Vivam as etiquetas! Uma ode às etiquetas!

Etiquetas, que petas!
Sou um maluco por tetas!
Estou sem inspiração nas letras!
Vai levar mas é nas canetas!
Por isso e sem mais tretas!
Badamerda mais o poema.

Lindo. E dizem-me que não sou talentoso!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

palavras (s)em sentido

Ando ausente, as minhas apologias aos presentes... a guerra tem sido intensa.. e a oferta de programas demasiado extensa e variada. Não percebo de onde vem esta contracção do tempo… sinto q o espaço se expandiu até dimensões assustadoras… o tempo livre ñ se conseguiu manter actualizado…não acompanhou; perdeu a carruagem…

Acho q finalmente resolvi alguns dos meus problemas existenciais, foi fácil… fui á loja do “mestre André”, comprei uma machadinha e troquei de problemas… tudo mudou desde q postei a minha ultima posta de pescada, mudei de feira, sou uma fartura nova.. com patrocino (ou não... :( ) de uma marca de óleo nova, sinto-me diferente, leio e recordo a fartura que escrevia em postas anteriores mas ñ me sinto… a filosofia tem-se alterado.. Sinto-me bem mais maduro, e no entanto ainda tão infantil. Descobri novos horizontes espaciais pra explorar… a vida está mesmo á nossa beira… as vezes temos q molhar a meia e o pé.. para perceber a humidade do local... coisas q no fundo sempre soubemos... mas nunca quisemos saber... Obrigado amigos pelo apoio e paciência nestes momentos de luta. Acabou o tempo da escola e do cheiro a leite… ñ podemos ignorar os desafios q todos os dias nos entram pelas portas a dentro… ainda é a tesão do mijo? Não sei…ainda estou no principio... mas sinto-me a avançãr a adivinhar um caminho de cabras á noite com um camião tir… sinto-me orgulhoso de abrir o meu próprio caminho… mas assustado com a dimensão das coisas que tenho que partir…deixar amigos velhos... conhecer alguns novos ( nunca são tão bons como os velhos...) é uma coisa mesmo grande abrir os olhos… opto por os manter tapados qdo voo entre os trapézios pra não me aperceber que a rede já não está fixada. Arrebenta-me pelas veias o sangue que gritava por prisão,( sim prisão... uma prisão serena) mas sentiu a necessidade de se chegar á frente… as coisas q têm q ser têm muita força… estou a ser violado.. forçado a ser eu próprio… é tão mais fácil ser fingido, sonolento, deprimido e oprimido…rasga-me a alma esta auto reflexão constante, esta consequência imediata, q envergonha estas parcas palavras e as reduz á sua verdadeira dimensão. Pó branco (pouco importa o preciosismo da cor). Esta urgência permanente, questão de comida e morte…alguns dias assusta... noutros diverte e embala… mas entranha-se e cria automatismos, manhas, saídas de emergência, redes de trapézio tecidas com fios roubados em qualquer teia de aranha. O homem ñ é um ser cruel com necessidades motivado pelo exibicionismo, esse homem brota dos sonhos que vivem nos olhos fechados do observador que não sabe o q se passa por detrás das cortinas bonitas da casa dos outros.

terça-feira, janeiro 04, 2005

Now for something completely different.

Imaginem que um cientista resolveu de uma maneira qualquer o problema da circulação

terça-feira, dezembro 21, 2004

Curto-Circuito

Por falar em fraqueza de espírito, estou hoje eu toldado pela fraqueza.

Gostaria de falar hoje de TOTALITARISMO. O que é? Nem pensem que fui ao dicionário. Ou que fui ler coisas. Tretas. Hoje vai tudo da garganta que é pequena só diz disparates e hoje até parece ter bebido mais do que água das pedras.

Totalitarismo é uma ferramenta. Imagine um formigueiro, caro leitor. A formiga é um disparate autêntico em termos unitários, mas quando acompanhada de milhares é imbatível. O totalitarismo resulta na busca desta força. Deste poder.

Mas como obter tal poder se o Homem é individualista por natureza? Criemos um ideal. Se tivermos um ideal conjunto, o Homem transforma-se naquilo que o ideal pressupõe. Se o moldarmos bem, conseguimos toldá-lo a ser uma formiga. E aí conseguimos o nosso formigueiro. À custa da sua humanidade, mas nós não queremos saber, pois o que interessa não é o ser humano, mas o formigueiro = poder.

Como criar tal coisa? Vários métodos. Na idade média tentou-se a inquisição. Pouco. Patriotismo? Dura pouco. Nacionalismo Nazi? Quase lá, mas quebra-se nos momentos chave. Comunismo? Pouco convincente.

Então como haveremos de domesticar o pessoal?
Já sei. Se nós conseguirmos criar um processo quasi-automático de individualizar, massificar, preocupar, etc... se nós dermos uma catrambada de coisas para fazer ao Homem ele nem vai ter tempo para pensar! É isso! Se nós tivermos uma sociedade de consumo, se tivermos uma televisão a massificar o seu cérebro todos os dias com publicidade, novelas, futebol e notícias holocausticas todo o dia, 24/7, ele nem sequer vai reparar na sua alienação!

Eureka! Ainda por cima, poderemos proclamar a liberdade de todos fazerem o que quiserem, ou quase, como moral aplicada. Sexo é grátis e aconselhável, especialmente se não conhecermos a gaja. E se o fizermos, garantido que no dia seguinte cagamos nela. Matemos os velhotes. Compremos fotos de gajas nuas e carros lindos. Admiremo-nos pelo PRODUTO.

Consome consome. Consome filha!

E voilá!
Obtemos um tipo obtuso com uma filosofia de vida completamente profunda em superfície, mas alienado da vida. Sem espírito. Sem amor. Sem vida.

Mas porquê tudo isto? AAAHH. Porque se eu for esperto consigo usar este tipo. Este e outros! As maravilhas da democracia capitalista tem destas coisas: vou usar as suas necessidades criadas por mim ou pelos outros espertos de modo a que ele trabalhe para mim, para eu (empresário que sou) criar outras necessidades. Para que haja ainda mais desejos e trabalho. Claro que tou também a ser usado, mas pouco importa porque depois posso comprar o porsche que sempre desejei... (quem foi o esperto que o criou?)

E depois chamamos isto de "riqueza"!!

Epa e se criarmos casas cada vez mais individualistas, cada vez com mais produtos, mais tvs, mais internets, mais tudo... heheheeh. Mais tão na minha palma da mão!!! MWuahahahaahahAHAHA!

Bolas. O mais triste é que mesmo que eu compre o Porsche sei que vou ficar insatisfeito. Talvez tente comprar depois um bordel. Isso é que era (quem foi o esperto que criou a mulher??)

I can't get no satisfaction!

sexta-feira, dezembro 03, 2004

[I am just a boy / playing the suicide game]

Pois é. O governo cai, o Pinto da Costa é indiciado e o Santana é enrabado pelo Sampaio. Isto é cá um mundo!! Aquilo que tenho para dizer sobre isto é se conduzir, não beba! E mais, se beber, não conduza! Aliás, é francamente mau o que se anda a dizer. A competência não é mais do que colocar uma garrafa de vinho tinto no momento certo, na garganta certa.

Vai uma jola? Agora não que me dói a barriga, antes uma Seltzer.

segunda-feira, novembro 01, 2004

mulheres peludas.....

Pois pois......

essa história de direitos dos pêlos é muito bonita, a malta é toda unida e tal, mas na hora do aperto é q se vê.... pelos de um raio! quem já esteve num autocarro em hora de ponta percebe o que eu estou a falar... por muito direito a vida que desejam, se depender de mim vão ter que bater a bolinha baixinho.... curtinhos e lavadinhos.... e se pertencentes a um elemento feminino da espécie devem simplesmente ser aniquilados... este é um ponto senssivel neste blog, o Pêlo já deixou bem marcada a sua posição no que toca a esta questão, mas meus amigos.... mulheres peludas deveria ser elevado a crime... se não contra a higiene, pelo menos contra o bom gosto... uma mulher que fosse apanhada na rua com a sovacada a transbordar pela camisola deveria ser apontada ás criancinhas como um exemplo negativo, como um bicho papão.... é como dormir com um macaco...e toda a gente sabe q os macacos não gostam de farturas.....

segunda-feira, outubro 25, 2004

Nas ne Dagoniat

Reinvindicação dos direitos do pêlo

O Sindicato dos Direitos do Pêlo (SDP) desde o início da sua existência que realça a importância da criação de uma Carta de Direitos de toda a população pilosa. Aqui redigimos um documento com alguns artigos que achamos fundamentais para a dignidade e respeito de cada pêlo, no seguimento do artigo 29º do DR 290/2003, segundo parágrafo.

Deste modo reinvindicamos o seguinte:

1 - Todo o pêlo tem direito à sua vida. A vida do pêlo é a sua característica mais fundamental à sua existência sem a qual nada faz sentido. Exigimos o respeito de quem nos domina e conjuga de não nos arrancar sem a devida requisição e aprovação pelo conselho de pilosidades, sector 3, gabinete de obras corpóreas.

2 - Todo o pêlo tem direito a ser bem lavado pelo menos uma vez por mês. Existem casos reportados de determinados pêlos que para além de só serem higienizados uma vez por ano ou nem tanto, ainda têm a infelicidade de terem nascido em lugares menos perfumados. A falta de consideração chega a níveis monstruosos, chegando a haver pelocídios completos quando o respectivo tirano se lembra (assim uma vez na vida) de limpar determinadas zonas do seu corpo.

3 - Todo o pêlo tem direito ao seu comprimento mínimo, a estipular de acordo com uma tabela por definir. Lutaremos contra esse infame que é o barbear todos os dias, cortar o cabelo com gillete, fazer a depilação, etc. Tais crimes exigimos nós serem julgados com a pena máxima, dado a brutalidade, a desumanidade, o horror e o holocausto que representam.

4 - Todo o pêlo tem o direito de ser cortado de modo respeitoso e tolerante, de maneira a garantir o seu melhor estado e condição. A ausência de corte do pêlo faz com que se torne fraco, pouco viçoso e eventualmente perde totalmente a sua coerência. Torna-se bêbado e cai desemparado.

Esperamos que estas necessidades e exigências nos sejam garantidas, dada a enorme importância que nós representamos no mundo corpóreo. Muitíssimo obrigado e bem haja.

O Director Geral do Sindicato dos Direitos dos Pêlos,
~

terça-feira, setembro 21, 2004

Pantufa - O Ensaio Filosófico, mas pouco

Imaginem uma pantufa. Vejam-na de perto, façam uma espécie de zoom in na fofura da sua superfície. Esta qualidade de fofura (proveniente do jargão fofoca, do grego forca, formosura, famalicão), é-lhe oferecida por um conjunto (do latim cônjugue, contudo e com reminiscências árabes - Confúcio), de, imagine-se, pêlos.

Mas não se confie nesta história da carochinha. Estes pêlos são na sua grande maioria, falsos (do grego falti, salti, fromaggi), são artificiais. Esta artificialidade do mundo rodeia-nos (surrounds us, Morpheus 2001), criando uma teia de virtualidade a reflectir. Não é de todo estranho que a dinâmica pilosa se converta numa apoteose de sufrágios semânticos arbitrários, com características Junggianas, metamórficas e sobretudo estrábicas (repórter, 1998).

Não é de estranhar portanto uma crise imagética de valores subordinados à Shmett (do grego mettetenatuavida, badamerda), patrocinada pela Coke e quanto muito McDonalds. Duvide-se pouco da relevância do que está escrito, a verdade é que estes pêlos são de facto in.

Provado a superficialidade da existência pilosa deste tipo de seres, é de refrear os ânimos dos pantufúcios, seus fãs incondicionais, além de hipócritas e falsos. Eles crêem na validade do argumento pantuf, quando é óbvio demais a retórica do elemento pan.

Mais tarde desenvolvo a teórica da conspiration. É uma realidade que nos rodeia (sound surround, Creative Labs 1990) Fiquem atentos!!

Direitos das farturas

sinto-me indignado e rançoso.....
está a acabar o verão e a altura das festinhas da aldeia. está a acabar a época das banheiras com matricula estrangeira, dos emigras com sotaque françês, e das bifas q ficam todas contentes por me comer... e estou a ver que mais uma vez nada foi feito.....
Luto pela deglutição continua de farturas!! isto não pode continuar a ser uma actividade sazonal.... vejam o exemplo dos gelados... eles lutaram e conseguiram o reconhecimento... o meu povo não merece ser ignorado durante o tempo de inverno.... iniciaremos uma luta armada...até lá nada de açucar e canela extra..... não mais seremos mais um instrumento de festejo de qq presidente de junta de freguesia que logo a após o nosso fim nos abandona ao esquecimento...
Para quando uma casa de farturas na rua augusta? pq apenas merecemos roulotes de higiene duvidosa, oleo rançoso e festas populares perdidas na dualidade espaço-tempo? exigimos mais... exigimos notoriedade e respeito.... para quando uma lista de colocações de farturas pelo pais, tal ql a lista de colocação de professores nas escolas?
seremos doçaria de segunda? para quando o reconhecimento pelo ministério da saude, e a liberalização? e já agora, porquê toda esta discriminação? se os nossos colegas "sonhos" têm direito ao Natal, pq não o temos tb? sonho com um dia em q os humanos nos podem saborear em qq altura, independentemente do nosso nome, sabor, origem ou pasteleiro.... é um sonho....... mas não dos gordurentos....

quarta-feira, setembro 15, 2004

WoooooowooooooooOOoooOooooooo

Sai mais uma jola.....

se tenho a cabeça as voltas ao menos q seja por um bom motivo.....

(aquilo era Portugues???)

terça-feira, setembro 14, 2004

O erro de Zenão Reloaded

Agora nas manias do reload...

Hoje a minha existência pelada teve um encontro com uma personalidade bem documentada e humorada no que concerne aos temas do cérebro, esse órgão com manias de gestão de tudo o que é natural, artificializando-o. Eu poderia enumerar imensas opressões e claros abusos deste órgão repressivo e fascista, mas não é o que me faz vir aqui.

O que me faz vir aqui é um relato dessa pessoa referida, que contou uma história engraçada sobre Zenão:

Sabem o que lhe aconteceu quando ele explicitou a sua teoria da lebre nunca apanhar a tartaruga? Um transeunte atirou-lhe uma pedra à cabeça, acertou-lhe e perguntou-lhe: "Isso apanhou-te ou não??!??"

É verdade, com pessoas assim só mesmo desta maneira. O que me vale é que aqui neste espaço não há pedras...

segunda-feira, setembro 13, 2004

O erro de Zenão

Este é o testemunho do pêlo. É um testemunho feito da falta de espessura, incrustado na linearidade fractal da existência. Um testemunho de um entre muitos outros que partilham comigo este ser que sou, desde a borbulha que me formou até ao secar da fonte. Sei que tenho os dias contados, embora me escape à óbvia retórica de perguntar por quem. Nada a temer, nada a duvidar, só resta crescer em frente. Até ser cortado. Ou não.

No entanto, há algo em suspenso, há uma suspensão, há uma propensão para o eterno momento do efémero. Do inantingível. Como o que sou, nunca chegarei a ser quem me forma, sempre como potencial em que incarno, sou a essência em suspensão. E no entanto, há algo em movimento, Vento. Penteia-me numa brisa que eu desconstruo.

Desconstruir é ser como Zenão. Será que Zenão estava errado? Todos os pêlos dizem que sim, riem-se da ridicularidade dos seus pensamentos e evocam a sua inteligência mas nos meus olhos não lhes vejo mais características que as da sua pelosidade. Zenão dizia que a lebre nunca conseguiria apanhar a Tartaruga. A Lebre, por mais veloz que fosse, quando chegasse ao ponto onde a Tartaruga estava no início, já esta não estava lá, estava acolá. E em acolá a Lebre não apanhava a Tartaruga. E assim indefinidamente, decorrendo que à primeira seria impossível apanhar a segunda.

E eu digo que dois e dois são cinco. É verdade. Quando passo como uma bolina através dos corredores do Feira Nova, vejo esta realidade vezes sem conta, onde se eu comprar um mais um, não obtenho dois como ensinaram a mente do corpo que habito, mas sim três e algumas vezes até quatro.

Dizem que Zenão errou porque considerou que o tempo poderia ser infinitamente dividido em porções finitas. Zenão errou porque não compreendeu o infinito e perdeu-se na criação do infinitesimal. O pesadelo dessa criação atormenta ainda hoje os que se proclamam como racionais. Eu sou esse pesadelo, eu sou o Erro de Zenão incarnado!

Acreditem no que quiserem, em verdade vos digo, desde que isso seja coerente então faz sentido e pode ser arte, até podem acreditar que um pêlo fala, é verdade o que eu vos digo e bem podem como o outro masturbar-se intelectualmente: qui est veritas?

sexta-feira, setembro 03, 2004

ausência..

a malta tem andado distante.... parece q está de chuva...




.....mas que raio andam a fazer a chuva??