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terça-feira, outubro 28, 2008

Acabei de descobrir.... aprende-se... e sempre damos uns baguinhos de arroz....

http://freerice.com/

terça-feira, julho 04, 2006

Semente


Na cabeça de nossas mães seremos sempre crianças. Descobri que tinha barba rija, quando alguém que me é muito querido decidiu deitar uma semente à terra.

Tenho-me mantido afastado desde blog nos últimos meses propositadamente, tive a oportunidade de correr mundo, de conhecer gente nova, de me apaixonar novamente, de me sentir vivo e cheio de vontade de cheirar todas as flores e experimentar texturas, e abordagens à mesma realidade. Mas no percurso perdi um grande amigo devido a futilidades, a seu tempo vou digerir e contarei a minha versão da historia

Tenho evitado escrever pq queria a inspiração suprema, a arte de poder sublimar todos os pequenos detalhes q tornaram estas viagens que ainda estou a realizar ainda mais fantásticas. Tenho os meus olhos tão cheios de coisas lindas que sinto que vou transbordar. Todo o mundo á minha volta tem ruído, mas pareço não notar… o egoísmo querer viver faz-nos crescer todos os dias… mas o amor faz-nos crescer todos os segundos, qr seja o amor por um filho, qr seja um amor impossível... o amor é obsessão, temos uma pala nos olhos, e qual burros bem comportados apenas vemos o caminho em frente ignorando o que nos rodeia. O mundo pode estar a desabar, a casa a ruir.. mas aquela faísca qdo existe relativiza tudo isso relegando outros instictos para segundo plano… por hoje tenho q vos deixar… mas prometo que volto amanha e termino o meu raciocínio… agora vou-me entregar nas mãos do sono..

sexta-feira, junho 16, 2006

Scolari:

Esta é uma carta de amor.
Porque sei que precisas de muito amor.
Tu e a tua selecção, muito afecto, muito carinho.
Embalá-vos-emos avivada e dedicadamente, nós, este vosso povo
a que vós dais tanta alegria e para o qual fazem tanto.
Pelo menos, tão eficazes como uma garrafa de rum,
na qual despejamos e esquecemos, a vergonha que temos, de beber.

Estou com Barroso!
Estou com o General Scolari!
Por mais que deixes o Baía e o Quaresma em casa,
é a tua escolha e a de mais ninguém,
para isso te pagamos mais de vinte mil mocas ao mês.
Todos os outros são invejosos, bem sabemos, e por isso...

Deixa-te de coisas pá.
Não ligues aos moçoilos,
àqueles que se dizem,
como é?
intelectuais.
O miguel e a judite. E o marido gágá.
Esses doutorados em futebol.

Desculpa-lhes,
a avivada agressividade, é a maneira deles serem
fans.
É que em Portugal, caro Scolari, demonstra-se o amor não em afecto,
mas quando se tem coragem para dizer mal do objecto de amor.
Mal, o suficiente para soar a verdadeiro.
Essa a expressão máxima do afecto em Portugal,
vê o caso do Vasco. É polido. É valente.

Por isso deixa-os palrear e adiciona-os à colectânea da coorte dos maldizentes.
São filhos do Restelo, mas bons amantes! Fazem-no por amor,
tal como qualquer bom terrorista.

Estou contigo Scolari!
Faz o que melhor considerares
para a tua selecção vingar, e ganhar tudo.
O que conseguirem, claro. É que também sei que não aguentam a pressão.
Esquecem-se que a vida são dois dias.

Viva a selecção de Portugal
Viva Scolari
Força Portugal em frente!

(ahhh... beber mais um gole de rum... esta treta é boa...)

sábado, maio 13, 2006

O paraíso



Um dia acordei acima das nuvens. Nem quis acreditar. Quase caí das escadas a correr, com medo de perder o momento, aquele segundo que cremos dar sentido a toda a nossa vida. Saí pela porta de vidro e madeira para a varanda com aquele tronco maciço, ou assim o lembro pela medida da minha então pequena mão, aquele que me segurou enquanto viajava pelos céus. Era de manhã e todas as terras desde o Douro até Vila Real estavam cobertas de espuma branca. Nunca mais tive semelhante visão.

Recordo dos verões que passava em Lamego com uma alegria espantosa. Casas de pedra e madeira sobre a serra das meadas, uma paz e duas redes penduradas nas árvores. Monopólio e King, mini-golf! E sempre as mesmas pessoas e amigos todos os anos. E o rio, a ribeira, a natureza, os pinheiros plantados. Hoje penso que aquilo está tudo abandonado, resultado de uma gerência ingerida, e lembro-me da estupidez humana infinita que faz deitar por terra as coisas mais belas da vida.

Se houver futuro, ainda hei de convencer alguém a comprar aquilo, e a recriar de novo o paraíso.