Ornatos Violeta
letra:
Como no fim de uma guerra
Volto a olhar para mim
Hoje acabou mais um dia por cá
O medo não acabou
No meu caixão não há ninguém
Cá fora posso encontrar
Meu sonho é não acordar no fim
Meu sonho é não acordar
Há de encarnar em mim
Como a razão que nos leva
Para bem longe daqui
O vento traz a desordem
E o tempo sopra por ti
No meu caixão não há ninguém
Cá fora posso encontrar
Meu sonho é não acordar o fim
Meu sonho é não acordar
Há de encarnar em mim
Algo em mim há que eu não quero matar
Algo em mim diz que eu não posso acabar
Conta que os sonhos não podem ter fim
Algo em mim há que eu não quero alcançar
Eu já provei dessa casta
Para provar já me basta
Algo em mim há de acabar
Algo em mim há de estar para sempre no sabor
Há de encarnar em mim
Em mim.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Há-de encarnar
quinta-feira, julho 29, 2010
músicas extraordinárias
Agora que a década acabou.... digam-me lá qual foi a banda mais surpreendente, a música que mais vos fascinou... ou entreteu, o pedaço de arte que mais vos tocou?
Pensei em dizer qual a minha preferência... embora ainda não saiba bem qual é, mas acho que isso seria presunçoso da minha parte. Respondam lá primeiro ;)
-without music, life would be a mistake
Nietzsche
segunda-feira, julho 12, 2010
Mundial
Já repararam que as duas melhores equipas deste mundial tiveram de se contentar com a disputa pelo terceiro lugar, sendo que as mais cansativas e fastidiosas tiveram as honras do último dia?
Outro facto curioso: Van Bommel teve apenas dois cartões amarelos durante o mundial. Dois. Carlos Carvalhal parabenizou este karateka.
Claro, o pior mesmo é ouvir o quão concordam o Luís Freitas Lobo e o Rui Santos na enorme façanha que o Carlos Queirós já fez pela selecção, trabalhando por um "projecto" que enfim, parece que foi "desenvolvido", e que portantos merece ficar no mesmo sítio.
Só espero que o repórter do Sol realmente coloque o som do CQ a dizer barbaridades da federação. Seria a solução mais barata.
Outro facto curioso: Van Bommel teve apenas dois cartões amarelos durante o mundial. Dois. Carlos Carvalhal parabenizou este karateka.
Claro, o pior mesmo é ouvir o quão concordam o Luís Freitas Lobo e o Rui Santos na enorme façanha que o Carlos Queirós já fez pela selecção, trabalhando por um "projecto" que enfim, parece que foi "desenvolvido", e que portantos merece ficar no mesmo sítio.
Só espero que o repórter do Sol realmente coloque o som do CQ a dizer barbaridades da federação. Seria a solução mais barata.
domingo, julho 11, 2010
Desafio
Tenho um desafio para vós.
Imaginem o seguinte cenário: vocês não me conhecem. Não sabem quantos filhos eu tenho.
Eu digo então: "Eu tenho dois filhos". E digo ainda mais isto: "Um deles é masculino"
Qual é a probabilidade do outro ser feminino?
(Preparem-se para o mindfuck do exercício)
Bónus: coisa bonita
Imaginem o seguinte cenário: vocês não me conhecem. Não sabem quantos filhos eu tenho.
Eu digo então: "Eu tenho dois filhos". E digo ainda mais isto: "Um deles é masculino"
Qual é a probabilidade do outro ser feminino?
(Preparem-se para o mindfuck do exercício)
Bónus: coisa bonita
sexta-feira, julho 09, 2010
A grande final
terça-feira, julho 06, 2010
sábado, julho 03, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
1º dia do resto da vida da selecção
Ordem de Trabalhos.
Primeiro Ponto. Aceitar a demissão do presidente da federação portuguesa de futebol.
Segundo Ponto. Engolir o sapo Queiróz e aguentá-lo durante mais dois anos.
Terceiro Ponto. Desconvocar os seguintes jogadores para a próxima campanha internacional:
Deco.
Simão.
Cristiano Ronaldo.
Quarto Ponto. Dar uma medalha de mérito ao Eduardo e ao Fábio Coentrão.
(Ponto a resolver depois da reunião: contratar alguém que "trate" do problema Queiróz pro bono. Não haverá quem falte)
Primeiro Ponto. Aceitar a demissão do presidente da federação portuguesa de futebol.
Segundo Ponto. Engolir o sapo Queiróz e aguentá-lo durante mais dois anos.
Terceiro Ponto. Desconvocar os seguintes jogadores para a próxima campanha internacional:
Deco.
Simão.
Cristiano Ronaldo.
Quarto Ponto. Dar uma medalha de mérito ao Eduardo e ao Fábio Coentrão.
(Ponto a resolver depois da reunião: contratar alguém que "trate" do problema Queiróz pro bono. Não haverá quem falte)
segunda-feira, junho 28, 2010
N percebo^2
Ainda há gente que é contra meios informáticos no jogo de futebol, porque o erro "é humano" e "faz parte do jogo". Obviamente. Tal como a corrupção, as performances teatrais dos jogadores, o hooliganismo, o narcotráfico, etc., etc. E tal como estas jóias da nossa cultura, ai que del rei se havemos de retirar do futebol a maravilha do erro do árbitro.
Qualquer dia ainda retiram ao árbitro qualquer hipótese de manipular jogos! Aí sim, esse dia marcará o fim do futebol!!
domingo, junho 27, 2010
N percebo
Depois daquele jogo de sexta, já ouvi imensa coisa dita sobre este jogo, que foi mau, péssimo, que portugal jogou com medo, que deviam demitir o Queiróz, que devíamos era mas é atacar mais, ter se calha 6 7 atacantes, porque não, se temos jogadores para isso?
Não percebo. É como se eu vivesse noutra galáxia. Porque o jogo que eu vi foi provavelmente o melhor jogo de Portugal nos últimos dois anos, se calha quatro (com a devida excepção do jogo contra a alemanha onde acho que tivemos má sorte).
O jogo que eu vi foi um jogo de uma concentração táctica e organização quase perfeitas onde a única besta a destoar foi o Ricardo Costa que nos ia custando um golo do Brasil. Um jogo inteligente. O objectivo era claro: impedir a goleada, única coisa que nos impedia de passar para a segunda fase. Tivéssemos jogado ao ataque, como a claque gostaria, teríamos dado espectáculo mas duvido muito que gostássemos depois do resultado. Depois não bastariam vozes contra a burrice do Queiroz.
Fez-me lembrar, por curiosidade de um outro jogo que me surpreendeu pela inteligência e maturidade táctica, aquele Benfica do Koeman contra o Barcelona do Ronaldinho Gaúcho (que depois ganhou a Champions. O benfica jogou espectacularmente, e tivesse o Simão marcado golo, enfim. Veio a derrota não por falha táctica mas pela burrice do lateral (com nome esquisito) que lhes deu os dois golos. Não faltou quem já nessa altura dissesse mal do Koeman, que o Benfica devia ter era jogado "de igual para igual". Porra!
Para um país tão embebido de futebol, parece que quase ninguém percebe patavina do jogo.
Entretanto, uma boa entrevista:
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| World Cup 2010: Into Africa - Goal Diggers | ||||
| www.thedailyshow.com | ||||
| ||||
sábado, junho 26, 2010
sexta-feira, junho 25, 2010
Feliz aniversário...
Comprei um telemóvel em 2ª mão. Minto. Não é um telemóvel. É um PDA. Minto ainda. Não o comprei, compraram-mo. Porque o anterior, igualzinho, se tinha estragado há muito tempo. Por isso minto também ao usar o verbo comprar em vez do verbo substituir. Talvez seja melhor começar de novo.
Substituíram-me um PDA em 2ª mão. O importante, para o caso, é ser em 2ª mão.
Uma coisa engraçada neste PDA, versão número 2, é que existe a possibilidade de fazer uma gravação permanente de informação contida em algumas áreas chave. Contactos. Eventos. Notas. Tudo isso pode ficar, com um simples clique no écran, a salvo de limpezas involuntárias do conteúdo do PDA...
A conclusão é que ontem, enquanto queria gravar os meus contactos permanentemente no PDA, para não os perder, apareceram-me os dados que o antigo dono também não quis perder.
Como resultado, hoje o meu PDA anuncia-me que uma Helena Coelho faz anos. Aparentemente 35. E eu juro que não me importava de lhe dar os parabéns, ainda que não saiba quem ela é. O problema é que a memória permanente está cheia de aniversários (mas cheia mesmo... devem ser mais de 100) e não há um único número para enviar uma mensagem de Feliz Aniversário.
É por estas e por outras que dou razão à minha avó, quando diz que estamos no fim do mundo...
Substituíram-me um PDA em 2ª mão. O importante, para o caso, é ser em 2ª mão.
Uma coisa engraçada neste PDA, versão número 2, é que existe a possibilidade de fazer uma gravação permanente de informação contida em algumas áreas chave. Contactos. Eventos. Notas. Tudo isso pode ficar, com um simples clique no écran, a salvo de limpezas involuntárias do conteúdo do PDA...
A conclusão é que ontem, enquanto queria gravar os meus contactos permanentemente no PDA, para não os perder, apareceram-me os dados que o antigo dono também não quis perder.
Como resultado, hoje o meu PDA anuncia-me que uma Helena Coelho faz anos. Aparentemente 35. E eu juro que não me importava de lhe dar os parabéns, ainda que não saiba quem ela é. O problema é que a memória permanente está cheia de aniversários (mas cheia mesmo... devem ser mais de 100) e não há um único número para enviar uma mensagem de Feliz Aniversário.
É por estas e por outras que dou razão à minha avó, quando diz que estamos no fim do mundo...
terça-feira, junho 22, 2010
domingo, junho 20, 2010
sábado, junho 19, 2010
Há praí gente que já começa a menorizar o senhor que morreu ontem. Nem é por descaramento, ou por falta de decoro, ou o que quer que seja que me impeliu a escrever esta pequena peça. É mesmo por uma incredulidade perante a tremenda cegueira cerebral que nos inunda à volta. Não me deveria importunar muito, mas assola-se-me de um sentimento de raiva sempre que vejo tamanha arrogância intelectualóide associada a tanta falta de capacidade de reconhecer seja o que fôr de talento. Como ver bulldozers a falar mal das rosas por causa dos seus espinhos. Quando se pinta toda a vida com as cores da politica (ou o que quer que seja), tal estupidez é inevitável. Assim como a minha reacção...
quarta-feira, junho 16, 2010
Bom enfim, é bom ver que as pessoas seguem com a sua vida e que em seis meses pode acontecer tanta coisa de bom. Eu por mim, sei que também teria algo ou mesmo muito a contar... nada que não se saiba factualmente, falo no entanto dessa coisa que é a experiência pessoal, a memória subjectiva que trago comigo dos eventos que têm passado nos segmentos temporais definidos por "últimos meses"... mas não o consigo. É como se ainda não estivesse perante o tempo permitido à síntese, e qualquer coisa que eu diga sobre o assunto não me serve como genuíno, e portanto é inútil, fútil, desperdício de palavras.
Leio dizer que às vezes basta um segundo de clarividência. Bom. Tenho a esse respeito não uma teoria mas uma confusão de ideias sobre o que se passa nas nossas cabeças, e sei que por vezes, se não todas, as nossas memórias das experiências dominam a nossa percepção da realidade, porém no entanto, só nos resta essa mesma. A constante é assim o auto-engano, a ficção que contamos a nós próprios intuitivamente, inconscientemente, uma história escrita em palavras visuais ou odoríferas, hormonais talvez, não sei a linguagem do cérebro. Mas a própria palavra é errada "engano". Não é engano, pois a palavra pressupõe que há algo que a contraponha, que não seja ficção, que não seja "engano". Mas aí é que reside a monstruosa perplexidade: tal referência não aparenta existir! Chamemos-lhe "história", portanto. Restam-nos as histórias.
Lamento ainda não ter uma para vos entreter.
Leio dizer que às vezes basta um segundo de clarividência. Bom. Tenho a esse respeito não uma teoria mas uma confusão de ideias sobre o que se passa nas nossas cabeças, e sei que por vezes, se não todas, as nossas memórias das experiências dominam a nossa percepção da realidade, porém no entanto, só nos resta essa mesma. A constante é assim o auto-engano, a ficção que contamos a nós próprios intuitivamente, inconscientemente, uma história escrita em palavras visuais ou odoríferas, hormonais talvez, não sei a linguagem do cérebro. Mas a própria palavra é errada "engano". Não é engano, pois a palavra pressupõe que há algo que a contraponha, que não seja ficção, que não seja "engano". Mas aí é que reside a monstruosa perplexidade: tal referência não aparenta existir! Chamemos-lhe "história", portanto. Restam-nos as histórias.
Lamento ainda não ter uma para vos entreter.
terça-feira, junho 15, 2010
Ambrósia e Meias
Não sei se 6 meses são tempo suficiente para se viver. Sei que um segundo é suficiente para nos sentirmos vivos. Menos que um segundo até. Um instante que nem conseguimos medir, do qual nem temos a percepção completa, basta para mudar tudo. Ou para tudo ficar na mesma, é claro, mas que interesse têm as coisas quando são iguais ao que foram e exactamente iguais ao que serão? Mesmo que sejam coisas feitas de âmbar e ambrósia? Quem é que há-de gostar sempre da perfeição de tudo?
Eu não. Um dia destes vou-me decidir finalmente a andar com uma meia do avesso, todos os dias, por convicção. Aceitarmos os nossos defeitos, as nossas falhas, a nossa imperfeição é uma grande maneira de viver a vida. Porque não começar por esse pequeno toque irónico na roupa interior? Há tanta gente a levar-se tão a sério por todo o lado. Oh, como me irritam as pessoas que se levam a sério. Tenho de tomar medidas para nunca vir a ser alguém assim. De amanhã não escapas, disso podes ter a certeza... adeus meia bem comportadinha...
Não vão acreditar, mas é verdade... não é que ainda agora estava eu tão descansadinho e me aconteceu, saído do nada, um desses instantes... vou ali e já volto!
Eu não. Um dia destes vou-me decidir finalmente a andar com uma meia do avesso, todos os dias, por convicção. Aceitarmos os nossos defeitos, as nossas falhas, a nossa imperfeição é uma grande maneira de viver a vida. Porque não começar por esse pequeno toque irónico na roupa interior? Há tanta gente a levar-se tão a sério por todo o lado. Oh, como me irritam as pessoas que se levam a sério. Tenho de tomar medidas para nunca vir a ser alguém assim. De amanhã não escapas, disso podes ter a certeza... adeus meia bem comportadinha...
Não vão acreditar, mas é verdade... não é que ainda agora estava eu tão descansadinho e me aconteceu, saído do nada, um desses instantes... vou ali e já volto!
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